Quadro político-eleitoral do Brasil neste momento (por Ricardo Guedes)

Arte/Metrópoles sobre fotos de Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Por um lado, temos Lula, com fraco desempenho econômico em seu governo, sem a solução dos problemas do país. Por outro lado, temos o bolsonarismo se desmanchando, sem a presença de Jair Bolsonaro nas eleições, com a fragmentação da extrema direita. O quadro atual é propício para o aparecimento de 3ª via.

A polarização vem perdendo a sua força. Primeiro, porque ela não levou a soluções para o país, muito pelo contrário, gerando falta de consenso impeditiva para o desenvolvimento. Bolsonaro pegou o país com o PIB de US$ 1,92 trilhão em 2018, deixando o país com PIB de US$ 1,95 trilhão em 2022. Lula chegou ao PIB de US$ 2,19 trilhões em 2023, US$ 2,19 trilhões em 2024, com projeção de US$ 2,18 para 2025 e US$ 2,26 para 2026 pelo FMI. E durante o Governo Lula o aumento dos preços da alimentação e dos bens básicos foi superior aos índices de reposição da renda.

As pesquisas mostram hoje Lula com vantagem nas intenções de voto neste início de 2026, por falta de expressividade dos atuais concorrentes, pouco representativos. Mas a sua rejeição, acima dos 50%, é impeditiva para sua reeleição em 2º turno. E Flávio Bolsonaro, também com rejeição acima dos 50%, em com a fragmentação política em suas bases, também não tem representatividade para ser eleito em 2º turno.

O crescimento de uma alternativa ao centro possivelmente se dará mais durante o período eleitoral do que antes deste período, então com as candidaturas já postas para o eleitorado. No momento, Ratinho, Caiado e Zema apresentam as melhores condições, mas outro candidato, não previsível neste momento, pode efetivamente surgir. Kassab se move recebendo Ratinho e Caiado no PSD, gerando maiores dificuldades para as decisões de Zema. Mas Zema pode vir a decidir, em bases estritamente próprias, por voo solo.

 

Temos que ver o curso político dos próximos meses.

 

 

Ricardo Guedes é Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago e CEO da Sensus

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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