Quem é Fernanda Arantes, humorista que expôs preconceito em aeroporto

Reprodução/Instagram @afernandaarantes
Imagem colorida da humorista Fernanda Arantes - Metrópoles

A humorista brasileira Fernanda Arantes usou as redes sociais para relatar um episódio de preconceito que diz ter sofrido durante um atendimento no aeroporto de Berlim, na Alemanha. A comediante contou que a situação aconteceu enquanto tentava despachar uma mala extra antes de embarcar para o Brasil e o vídeo viralizou nas redes sociais.

Na ocasião a atendente teria dito que não era responsabilidade dela ajudar passageiros da classe econômica e acrescentou que Fernanda deveria estar “grata” por estar sendo atendida por alguém que trabalhava no balcão da primeira classe.

O clima teria piorado depois que a funcionária viu o passaporte brasileiro da artista e disse que não iria mais atendê-la, pedindo que ela voltasse ao lugar onde estava na fila.

Quem é Fernanda Arantes?

A brasileira atua no teatro desde os quinze anos e iniciou a carreira no stand-up comedy em 2018. Desde então, já se apresentou em casas de comédia por todo o Brasil e, após se mudar para a Alemanha, passou a levar para a Europa um humor ácido inspirado nas experiências de brasileiros que vivem fora do país.

Além de comediante, Fernanda também é atriz, roteirista e veterinária. Nas redes sociais, onde soma mais de um milhão de seguidores entre Instagram e TikTok, ela produz conteúdos semanais sobre a vida de imigrante. No próprio perfil, se define como “comediante que fala sério, mãe de pet e brasileira perdida na Alemanha”.

Entenda o caso

A humorista brasileira Fernanda Arantes relatou nas redes sociais que sofreu preconceito durante um atendimento no aeroporto de Berlim, na Alemanha, enquanto retornava ao Brasil para realizar um show em São Paulo.

Segundo ela, a situação começou quando tentou pagar por uma mala extra, equipamento necessário para a apresentação, e pediu ajuda a uma funcionária que atendia passageiros da primeira classe. Fernanda iniciou a conversa em alemão, mas teve dificuldade com o idioma e perguntou se poderia falar em inglês. A funcionária teria negado o pedido e respondido que ela deveria continuar falando alemão.

A humorista afirmou que a atendente disse que não era responsabilidade dela ajudar passageiros da classe econômica e acrescentou que Fernanda deveria estar “grata” por estar sendo atendida por alguém que trabalhava no balcão da primeira classe. De acordo com o relato, o clima piorou depois que a funcionária viu o passaporte brasileiro da artista e disse que não iria mais atendê-la, pedindo que ela voltasse ao lugar onde estava na fila.

Nervosa, Fernanda acabou deixando a mala perto do balcão. A funcionária, segundo a humorista, começou a gritar e disse que ela deveria “usar óculos para se enxergar” e voltar para o lugar.

Em outro vídeo, Fernanda contou que uma segunda funcionária que presenciou a situação ajudou a resolver o problema e despachar a bagagem. A humorista também relatou que entrou em contato com a polícia alemã e foi orientada a procurar a central policial do aeroporto. Ela chegou a ir até o local para registrar a ocorrência, mas precisou retornar ao embarque para não perder o voo para São Paulo.

Resposta da companhia aérea

Após a repercussão do caso, Fernanda divulgou um e-mail enviado pela companhia aérea Lufthansa. Segundo a empresa, “todos os comentários trazidos serão tratados com muita seriedade” e o caso foi encaminhado ao gerente do aeroporto para investigação.

A companhia também afirmou que “lamenta o relato sobre o ocorrido” e explicou que reclamações desse tipo são tratadas diretamente com as pessoas envolvidas, citando “respeito à privacidade” dos funcionários.

No comunicado, a Lufthansa destacou ainda que conecta passageiros de diferentes partes do mundo e que “diversidade e igualdade são valores fundamentais da empresa”, afirmando não tolerar comportamentos discriminatórios.

Sobre a dificuldade para pagar a mala extra, a empresa informou que o produto poderia ser comprado antecipadamente apenas pela internet. Segundo a companhia, a compra no balcão do check-in é considerada um serviço diferente, com tarifa distinta da oferecida online.

Por fim, a Lufthansa disse lamentar a experiência da passageira e ofereceu 300 euros como compensação. De acordo com o e-mail divulgado por Fernanda, o pagamento estaria ligado à assinatura de um acordo extrajudicial que encerraria o caso. A humorista criticou a proposta e afirmou que não pretende aceitar a compensação.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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