
A conservadora Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, foi eleita presidente da Costa Rica nesse domingo (1°/2), no primeiro turno, com ampla vantagem em relação ao segundo colocado, Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN). A costarriquenha assumirá o cargo em 8 de maio e será a segunda mulher a ocupar a Presidência do país.
Cientista política e especialista em políticas públicas e governança democrática, Fernández foi ministra da Previdência e ministra do Planejamento no governo de Rodrigo Chaves.
Na atual campanha, ela apresentou-se como herdeira política de Chaves, e, após a vitória, reafirmou o compromisso em manter as políticas iniciadas pelo atual governo.
Foco em segurança pública
A segurança pública e o combate ao narcotráfico foram os temas centrais da campanha da candidata. Laura propôs a decretação de estado de emergência em áreas afetadas por conflitos.
A presidente eleita se inspira em políticas de segurança estabelecidas em El Salvador, pelo presidente direitista Nayib Bukele, que intensificou a repressão contra o crime e encheu as cadeias no país.
El Salvador se tornou um modelo para muitos políticos latino-americanos, mas sofre críticas de organizações de direitos humanos, que denunciam torturas, detenções arbitrárias e mortes sob custódia.
Bukele parabenizou Fernández por telefone pela vitória na eleição.
Resultado das eleições reconhecido
Com 94% das urnas apuradas, a candidata do Partido Soberano do Povo obteve 48,3% dos votos, à frente do social-democrata Álvaro Ramos, candidato do Partido da Libertação Nacional (PLN), com 33,3%.
Ramos reconheceu a derrota e prometeu uma “oposição construtiva”. “Que Deus lhe dê sabedoria. Nós a apoiaremos quando suas decisões forem para o bem da Costa Rica”, disse.
A presidente do Tribunal Supremo Eleitoral costarriquenho, Eugenia Zamora, afirmou que as eleições foram “exemplares, livres e autênticas”.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário