Rejeição de Estados a corte de ICMS dos combustíveis seria “falta de compromisso”, diz Durigan

Diogo Zacarias/MF
Imagem colorida do Ministro da Fazenda Dario Durigan

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (20/3) que ainda não recebeu uma resposta dos governadores sobre a proposta do governo de redução do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. De acordo com ele, a não adoção seria uma “lástima e uma falta de compromisso” com o povo brasileiro.

“Eu próprio levei aos secretários de fazenda essa semana um modelo de debate muito responsável. […] Cabe aos governadores agora avaliar para que a gente possa construir uma saída. A não adoção seria uma lástima, uma falta de compromisso”, disse.

Segundo o ministro, somente o governo do Piauí sinalizou que vai adotar a medida. O governo federal propôs aos estados zerar o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio, sendo que metade de suas perdas seria compensada pela União.

Durigan disse ainda que o governo tem uma série de medidas disponíveis que podem ser adotadas para diminuir o impacto do preço dos combustíveis para o consumidor a depender dos rumos do conflito no Oriente Médio.

“Tanto a gente está atento que a gente anunciou logo nas primeiras semanas que a gente teve um desajuste no preço, o anúncio foi para de fato dar respaldo e resposta para a população brasileira e não faltará”, disse na portaria do ministério, em Brasília.

Conheça as medidas anunciadas pelo governo

O governo federal anunciou um pacote de medidas para tentar conter a alta dos combustíveis, em meio à disparada do petróleo no mercado internacional.

Entre as principais ações está a concessão de um subsídio ao diesel, com pagamento direto a produtores e importadores, além da zeragem de tributos federais sobre o combustível, como PIS/Cofins, na tentativa de reduzir o impacto imediato nos preços.

Outra frente do pacote envolve a criação de um imposto sobre a exportação de petróleo, com o objetivo de compensar parte da perda de arrecadação gerada pelas desonerações e bancar o custo das medidas.

A iniciativa, no entanto, gerou reação do setor, que vê risco de insegurança regulatória e possíveis efeitos sobre investimentos no país.

O governo também aposta na definição de preços de referência para viabilizar o repasse do subsídio ao longo da cadeia, além de reforçar o monitoramento do mercado por órgãos como a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A expectativa é que o conjunto das ações ajude a conter a alta no curto prazo, embora especialistas apontem incertezas sobre a efetiva chegada do alívio ao consumidor final.

 

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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