
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), criticou nesta quinta-feira (19/3) a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular a quebra dos sigilos fiscal e bancário do fundo Arleen. A medida havia sido deliberada um dia antes, na quarta-feira (18/3), pelo colegiado.
Segundo Vieira, a decisão reafirma um “muro de proteção” em torno do também ministro Dias Toffoli. O fundo Arleen está ligado a Fabiano Zettel — cunhado e operador de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — e figura entre os antigos sócios do resort Tayayá, empreendimento que teve a família de Toffoli como participante.
O parlamentar afirmou ainda ver uma “ação articulada por alguns ministros com o objetivo expresso de travar investigações e garantir a impunidade de poderosos”.
Segundo o senador, o fundo Arleen era operado por uma organização criminosa, em referência ao Banco Master, para a realização de pagamentos a terceiros.
“Para contemplar seus interesses não têm nenhum constrangimento em rasgar a Constituição e atropelar outro Poder da República. Reitero o alerta: o abuso constante está destruindo a credibilidade da Justiça”, disse Vieira.
“Vamos resistir em todas as frentes, seja através de recursos ao presidente do STF ou na luta pela CPI específica para investigar os ministros supostamente envolvidos no escândalo. Essa é a verdadeira defesa da democracia, que só existe com todos iguais perante a lei”, acrescentou.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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