Retiro dos Artistas reage às críticas de Marcos Oliveira, o Beiçola

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Retiro dos Artistas reage às críticas de Marcos Oliveira, o Beiçola - Metrópoles

Uma entrevista recente de Marcos Oliveira, o Beiçola de A Grande Família, sobre a vida no Retiro dos Artistas está dando o que falar. Após afirmar que a convivência com os colegas é difícil, que eles gritam muito e que não é permitido fazer sexo no local, a instituição reagiu e rebateu, através de uma nota publicada nas redes sociais.

As declarações polêmicas

Logo depois, o Retiro dos Artistas falou sobre as declarações do ator: “Sobre as recentes declarações do residente Marcos Oliveira, entendemos que foram infelizes e não refletem a realidade da maioria dos nossos residentes”, declarou, antes de completar:

“Ainda assim, é importante reconhecer que nem toda pessoa que precisa de ajuda se sente confortável em estar em uma posição de vulnerabilidade. Precisar, aceitar e querer estar nessa condição são coisas diferentes, e isso também exige compreensão”, disse o texto.

Acertos e falhas

Após criticar a imprensa sensacionalista, o Retiro dos Artistas observou: “Seguimos assumindo nossos acertos e falhas, com o compromisso de sempre evoluir. Reforçamos ainda que todos os residentes possuem livre arbítrio para estar aqui, podendo ir e vir quando desejarem”, comentou.

E foi além: “O Retiro dos Artistas permanece de portas abertas e seguirá trabalhando com respeito, responsabilidade e acolhimento. Somos contra julgamentos precipitados e desmoralização, especialmente quando envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade”, disparou o comunicado.

No fim, a instituição pontuou: “Acreditamos que, se o foco coletivo estivesse mais voltado para ajudar quem realmente precisa, e menos para expor ou prejudicar, viveríamos em um mundo mais justo, humano e solidário”, concluiu.

O que aconteceu

Durante uma entrevista recente à revista Veja, Marcos Oliveira, o Beiçola, comentou sobre as dificuldades de convivência no abrigo em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, e lamentou a falta de sexo no local. Além disso, ele contou que os colegas fazem barulho durante o almoço, causando desconforto entre os demais moradores.

“Cheguei aqui porque fui roubado em casa. Fui na delegacia, fiz um BO de uma pessoa que me assaltou. (…) Estou com uma dívida de mais de R$ 500 mil nos bancos, porque o cara que me assaltou tirou minha foto e pegou um empréstimo”, justificou.

E prosseguiu: “Viver aqui é ótimo, só que tem que de adaptar. Aqui não tem uma conduta geral para conviver. E aí você vai e aguenta. Na hora do almoço, é uma refeição que eles falam pra car*lho. Gritam, a relação deles é gritar. É uma coisa meio… Eu falo assim, ‘você pode sair da favela, mas a favela nunca sai de você’”, detonou.

Comportamento dos moradores

Ainda na conversa, o ator comentou sobre os demais moradores: “O comportamento é muito mal-educado. Então eu fico quieto, vou lá, aguento numa boa, mas aqui, depois dos 70, 80 anos, não tem mais respeito, então foda-se, deixa o pessoal falar. E eles não tem o hábito de um ir na casa do outro. Então eles preverem na hora da refeição fazer algum comentário. E só fala sobre o passado. E aí, bicho, eu não estou no passado”, disse.

Ele ainda reclamou sobre a falta de sexo no local: “A gente, que é mesmo que é velho, a sexualidade existe. No inconsciente, à noite, você tem desejos, entendeu? Sexuais noturnos. E isso não se toca no assunto, porque velho é para não sentir mais prazer, para não ter mais relação”, concluiu.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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