
A estátua do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, ficou sem as duas mãos após ser alvo de vandalismo na Praia de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. O crime marcou a sexta vez neste ano que o patrimônio público sofreu furto ou vandalismo.
Segundo a Secretaria Municipal de Conservação do Rio, o ato ocorreu na quarta-feira (18/3) — a ocorrência foi registrada nesta segunda (23/3).
Câmeras de segurança da região flagraram o momento em que um suspeito se aproxima da estátua e coloca uma pedra grande nos braços de Betinho.
Após um tempo sentado ao lado da estátua, o homem pega a pedra e a arremessa nos antebraços do patrimônio municipal três vezes seguidas, até que as mãos e um pedaço do antebraço quebram e caem no chão. O vídeo ainda não foi disponibilizado.
O furto das mãos do Betinho ocorre um mês após o roubo do beija-flor de bronze que compunha o monumento, segundo a Secretaria de Conservação. O secretário de Conservação, Diego Vaz, demonstrou indignação com o crime.
“A pena para dano ao patrimônio público é muito branda. O infrator sai antes da delegacia do que os agentes públicos. Precisamos de leis federais mais severas. Não foi o primeiro nem será o último caso. Temos diversos casos, inclusive identificando os infratores, que não são devidamente punidos e continuam agindo à margem da lei”, afirmou o secretário.
Segundo ele, o “Rio de Janeiro é uma cidade histórica, e uma cidade sem memória é uma cidade morta”.
A inauguração da estátua de bronze de Hebert Souza, o Betinho, ocorreu em março de 2024, na altura da Rua São Clemente, zona sul do Rio. O sociólogo foi um dos maiores ativistas sociais da história do Brasil, e a Prefeitura determinou que a escultura fosse instalada na Praia de Botafogo, onde Betinho escolheu morar quando voltou do exílio imposto pela dittadura, em 1979.
A Secretaria de Conservação informou que vai arcar com os custos para o reparo da estátua, mas não informou um prazo para reposição das peças furtadas.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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