
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta quinta-feira (19/3), mais quatro pessoas por envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, executado a tiros no litoral do estado em setembro de 2025.
Os denunciados podem responder por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, favorecimento pessoal e integrar organização criminosa armada.
Três dos acusados, identificados como Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, Fernando Alberto Ribeiro Teixeira e Márcio Serapião de Oliveira, estão presos. O outro, identificado como Robson Roque Silva de Sousa, está foragido.
Procurada, a defesa de Manoel Alberto Ribeiro Teixeira não quis se manifestar. O Metrópoles não conseguiu contato com as defesas dos outros denunciados. O espaço segue aberto para manifestações.
Outros indiciados
Essa é a segunda leva de denúncias relacionadas ao caso. Em novembro, outros oito envolvidos no crime foram formalmente denunciados.
A investigação apontou que os envolvidos no crime se dividiram em dois grupos: o primeiro atuou diretamente no homicídio do ex-delegado, e o segundo atuou no suporte à ação – seja com o transporte de armas ou com o apoio na fuga.
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Vingança por prisões
O secretário da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Osvaldo Nico Gonçalves, disse, em janeiro, que o crime teria sido encomendado como uma vingança por prisões ocorridas desde 2005. Outras hipóteses, no entanto, não estão descartadas, e o grupo poderia ter agido com apoio de outras pessoas.
Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, “Azul”, Márcio Serapião Pinheiro, “Velhote”, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, “Manoelzinho”, seriam assaltantes de banco e teriam relação com o PCC.
“São pessoas que são assaltantes de banco que foram presos pelo Ruy quando ele atuava diretamente contra o crime organizado”, disse Nico, em entrevista coletiva. “Nada está descartado. Mas, para nós, 90% de chance, mais de 90%, de ter relação com isso”, acrescentou.
O secretário afirmou que a execução teria sido planejada em uma lanchonete de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, em março de 2025, seis meses antes da execução.
“Foi uma reunião entre os três muito próximo da casa da mãe de um deles, e muito próximo da casa de um outro. Nós tínhamos os nomes desde dezembro, mas era preciso realizar as prisões de forma conjunta”, afirmou a diretora do Departamento de Homicídios (DHPP), Ivalda Aleixo.
O diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, disse que não está descartada, por exemplo, a hipótese de que o crime teria relação com a atuação de Ruy Ferraz como secretário da Administração da Praia Grande.
“Nós temos duas linhas principais desde o início das investigação, que permanecem até hoje, uma é o histórico de combate ao crime organizado do dr. Ruy, algo que remete ao passado dele, e a outra mais voltada à alguma irregularidade na Praia Grande, algo atual”, explicou.
Como revelado pelo Metrópoles, o ex-delegado-geral preparava um dossiê contra funcionários da prefeitura do município por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude de licitações.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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