
A coluna apurou que o banqueiro Daniel Vorcaro (foto em destaque), controlador do Banco Master, vai chegar a Brasília nesta sexta-feira (6/3), após ter sido preso pela Polícia Federal (PF) na última quarta-feira (4/3). Ele ficará custodiado no Presídio Federal em Brasília.
Daniel Vorcaro deixou a Penitenciária II Potim, no interior de São Paulo, por volta de 11h45. Ele decolou, escoltado, em uma aeronave da Polícia Federal (PF), do aeroporto de São José dos Campos.
O trajeto áereo da cidade no interior de São Paulo até a capital federal demora cerca de 1h40. Vorcaro deve pousar na capital federal no início desta tarde.
Ao desembarcar em Brasília, Vorcaro será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), onde passará por exames de praxe.
A escolta responsável pela transferência ficará sob responsabilidade da Polícia Penal Federal.
O que levou Vorcaro à prisão
A nova prisão preventiva do banqueiro foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a PF apontar indícios de que ele teria atuado para interferir nas investigações sobre supostas fraudes financeiras ligadas à instituição. Ele teria montado uma estrutura paralela que funcionaria como uma “milícia privada”, segundo a PF.
De acordo com a PF, análises feitas em celulares apreendidos revelaram conversas que indicariam a articulação de ações contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro, entre elas testemunhas e envolvidos nas apurações.
Os investigadores afirmam que Vorcaro utilizava colaboradores para levantar dados pessoais, monitorar adversários e intimidar pessoas que contrariavam seus interesses. As informações constam em materiais extraídos em operações anteriores.
Em uma das mensagens, Vorcaro conversa com Luiz Phillipi Machado de Moraes, apelidado de “Sicário” e apontado pela PF como responsável por levantar essas informações.
O núcleo informal integrava um grupo de WhatsApp conhecido como “A Turma” que, segundo a PF, funcionava como um braço operacional da organização criminosa investigada por fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
Para a PF, o conteúdo encontrado sugere uma tentativa de pressionar ou intimidar pessoas ligadas ao caso, o que poderia comprometer o andamento das investigações.
Obstrução da Justiça
A Polícia Federal sustenta que essas movimentações reforçam o risco de obstrução da Justiça, o que motivou o pedido de prisão preventiva.
Além disso, a nova fase da operação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos atribuídas a integrantes do grupo investigado.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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