
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) identificou o principal operador financeiro de um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV) de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 136 milhões em menos de dez meses. Segundo apuração da coluna, o alvo principal é Piero Gabriel Ramos.
Ele é apontado como o responsável por coordenar parte das operações financeiras de um grupo investigado por utilizar empresas de fachada, contas abertas com documentos falsos e “laranjas” para movimentar recursos.
A operação que mira o grupo foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (9/3) por investigadores da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).
Ao todo, os policiais cumprem 38 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, na Região Metropolitana, na Região dos Lagos e também no Rio Grande do Sul.
Além das buscas, a Justiça determinou bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens, incluindo imóveis de alto padrão.
Golpe do seguro com Porsche
Piero Gabriel Ramos já havia sido preso em janeiro do ano passado após tentar aplicar um golpe do seguro envolvendo um carro de luxo, um Porsche Cayenne.
Na ocasião, ele registrou uma falsa ocorrência de roubo do veículo. Caso a fraude tivesse sido aceita pela seguradora, ele receberia quase R$ 1 milhão de indenização.
Durante a investigação, agentes da 128ª DP (Rio das Ostras) identificaram inconsistências no relato do suspeito e passaram a analisar imagens do trajeto descrito por ele.
As câmeras mostraram que não houve assalto. Em um dos registros, Piero aparece inclusive abaixando o vidro do carro para pagar pedágio na BR-101, o que contradizia a versão apresentada.
Confrontado com as provas, ele acabou confessando que havia forjado o crime para tentar receber o valor do seguro. Aos policiais, afirmou que estava desesperado por não conseguir pagar as parcelas do financiamento do veículo, que chegavam a R$ 26 mil por mês.
Esquema de fraudes e lavagem
Segundo a investigação conduzida pela Draco, o grupo utilizava empresas fictícias e contas empresariais abertas de forma irregular para obter crédito de instituições financeiras e movimentar grandes quantias de dinheiro.
A apuração começou após uma instituição bancária comunicar irregularidades na abertura de contas e na concessão fraudulenta de crédito, que inicialmente geraram prejuízo de mais de R$ 5,2 milhões.
Com o avanço das investigações e análise de relatórios de inteligência financeira, os policiais identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
De acordo com a polícia, ele foi responsável por movimentar cerca de R$ 136 milhões em menos de dez meses.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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