
Ewerton Araujo Roque, preso nessa quinta-feira (19/3) acusado de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), era conhecido como Santista do PCC, mas também tinha outro apelido dentro da facção: Vampirinho.
De acordo com a Polícia Civil, o homem, de 30 anos, era um dos chefes da organização criminosa no Mato Grosso do Sul e foi pego em Itanhaém, no litoral de São Paulo, suspeito de assumir um dos principais pontos de venda de drogas do município.
Investigação realizada pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) identificou o acusado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital fora do estado de São Paulo.
Santista foi encontrado em um imóvel no bairro Santa Cruz. Ele foi surpreendido com uma sacola com pacotes de cocaína, segundo a polícia. Na residência onde ele estava, os investigadores localizaram mais entorpecentes, como crack e maconha, e anotações do crime organizado.
A região em que Santista foi preso tem forte presença do PCC.
Estudo feito pela polícia com base a um organograma do PCC mostrou que Santista fazia parte da Sintonia Final dos estados. Ele migrou há pouco mais de um mês do Mato Grosso do Sul, onde braços da facção atuam no transporte de drogas que chegam pelo Paraguai.
Bruno Lázaro, delegado responsável pela Dise de Itanhaém, afirmou que a prisão do acusado é mais um golpe contra o crime organizado na Baixada Santista. “Ele [Santista] faz parte Sintonia Final dos estados – núcleo de alto escalão do PCC responsável por coordenar ações da facção criminosa dentro e fora de São Paulo, inclusive abrangendo outros países – e voltou para Baixada Santista devido recorrentes prisões feitas pela nossa delegacia”, explicou.
Santista tem passagem por roubo no Mato Grosso do Sul. A polícia também investiga a conexão do criminoso preso com outros membros do alto escalão do PCC em Paraisópolis, zona sul de São Paulo.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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