Se rendeu: o dia em que Tarcísio virou o "chofer" de Flávio Bolsonaro

Foto: Alesp
Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, na Alesp

A política, como se sabe, é também a arte de entender qual é o melhor movimento diante de um paredão.

Após meses de especulações gerais, mas principalmente dentro do poder, sobre o herdeiro eleitoral de Bolsonaro – que está preso e inelegível – a decisão mostra uma saída pela tangente para Tarcísio de Freitas: conseguiu evitar rachar com o clã Bolsonaro e, surpresa, se tornou coordenador de campanha de Bolsonaro.

Traduzindo, o governador rendeu-se definitivamente ao desejo do capitão.

Ao referir-se a Flávio publicamente como “nosso senador, futuro presidente da República”, Tarcísio não apenas deu um lance decisivo no tabuleiro da direita, mas também tirou de suas próprias costas o peso de ser o alvo direto do PT — ao menos por enquanto. A dúvida se ele apoiaria o bolsonarismo ou buscaria uma “terceira via” moderada foi enterrada com uma frase e um aperto de mãos.

O gesto de Tarcísio foi planejado para limpar qualquer rastro de animosidade.

Flávio Bolsonaro vem se consolidando como candidato, já apontando algo nas pesquisas e, ao contrário do que se imagina, o governo Lula assiste a essa ascensão com um sorriso contido.

A estratégia petista é deixar Flávio crescer para polarizar com um “Bolsonaro” novamente, acreditando que a rejeição ao sobrenome será o seguro de vida do atual governo – mesmo aparentando ser um movimento contra o que pensa Edinho Silva, presidente do PT.

Mas o trunfo de Flávio é real: ao aceitar a coordenação em São Paulo, o governador entrega a ele a máquina do estado e o palanque mais cobiçado do Brasil.

De possível rival ou “apoio envergonhado”, Tarcísio virou o motor da candidatura.

É… driving Mr. Bolsonaro.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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