
Motociclistas profissionais do estado de São Paulo terão até dois anos para se adequar às exigências para o exercício da atividade, sem risco de multa nesse período. A mudança faz parte do programa “Mão na Roda” e foi regulamentada pelo Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN-SP), que determinou que, durante a fase de adaptação, a fiscalização terá caráter apenas educativo.
Na prática, isso significa que motofretistas e mototaxistas não serão penalizados caso ainda não tenham concluído o curso especializado e o exame teórico exigidos por lei federal. Nesse período, os agentes de trânsito poderão orientar os profissionais, mas não aplicar multas relacionadas a essa exigência específica. Outras irregularidades, no entanto, continuam sendo fiscalizadas normalmente, como problemas na documentação, na CNH ou nas condições da motocicleta.
A exigência de capacitação já está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e em normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O que muda agora é a forma como o estado organiza a implementação dessa regra, oferecendo condições para que os trabalhadores se regularizem sem prejuízo à renda.
Como será o curso
A iniciativa busca ampliar o acesso à regularização de cerca de 3,5 milhões de motociclistas profissionais no estado, ao mesmo tempo em que reforça a segurança no trânsito. Segundo o governo, a medida prioriza a proteção de um dos grupos mais vulneráveis nas vias e está alinhada às ações para reduzir acidentes e mortes envolvendo motociclistas.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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