Silvinei pede para estudar on-line na prisão; Moraes manda PGR decidir

Valter Campanato/Agência Brasil
Foto de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) condenado pelo STF e preso no paraguai

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou um prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se Silvinei Vasques, ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), pode estudar on-line na prisão.

A defesa de Silvinei fez o pedido para que ele conclua sua pós-graduação em Direito Econômico e Empresarial de forma remota.

O ex-diretor da PRF, que integra o núcleo 2 da trama golpista, teve prisão preventiva decretada após tentar fugir do Brasil e ser preso em Assunção, no Paraguai. No mesmo dia, em 27 de dezembro do ano passado, o Supremo determinou sua transferência a Brasília, onde cumpre pena de 24 anos e 6 meses na Papudinha.

Preso há mais de um mês, a defesa do ex-diretor da PRF havia pedido autorização para cumprir o doutorado com o propósito de “dar continuidade aos estudos”. Para prosseguir com a pós-graduação de forma on-line, advogados solicitaram a transferência de Silvinei para Santa Catarina (SC), onde está situada a Fundação Universitária Iberoamericana.

A defesa alega ainda que na Papudinha Silvinei está longe de sua família, que mora no Sul.

“Com vista aos autos, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se’ pela ‘intimação da defesa para, querendo, complementar o pedido de autorização para continuidade de programa de pós-graduação na modalidade EAD com a documentação adequada’”, diz a decisão

 

Silvinei foi preso após tentativa de fuga

O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques foi transportado pela Polícia Federal (PF) a Brasília após ser preso em tentativa de fuga no Paraguai. Silvinei rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou o Brasil de carro, pela fronteira com o País sul-americano.

Ele tentou embarcar com um passaporte falso na intenção de burlar os controles de imigração, passando-se por cidadão paraguaio, com o nome de Julio Eduardo Fernandez.

Silvinei foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão pelo STF por integrar a trama golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. Conforme a denúncia da PGR, o ex-diretor da PRF teria ordenado a realização de blitze e bloqueios em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve maior desempenho eleitoral no primeiro turno.

A tentativa de fuga deve piorar a situação do ex-diretor da PRF na Justiça, visto que Silvinei foi preso por descumprimento de cautelares. Até então, ele aguardava a publicação do acórdão do julgamento e abertura de prazo para recursos, antes do trânsito em julgado, no entanto, está preso antes mesmo da decisão.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *