O escândalo “Banco Master”, na espécie, e para que seja o último, precisa ser tratado com rigidez.
Enquanto os lulistas e os bolsonaristas tentam tirar proveito eleitoral do megaescândalo, o do Banco Master, melhor fariam se não estivessem se acusando mutuamente, posto que o bandido Daniel Vorcaro, muito espertamente, buscou se aproximar e conseguiu envolver todos aqueles que pudessem defendê-lo, já que o mesmo, em suas avaliações, já dava por certo que chegaria o dia em que o próprio haveria de prestar contas à nossa própria justiça.
Aproximar-se daqueles que se encontravam no poder, tanto no governo do presidente Jair Bolsonaro quanto no governo do presidente Lula, até mesmo algumas das nossas altas autoridades do nosso Poder Judiciário e, em particular, alguns integrantes do nosso STF (Supremo Tribunal Federal) precisam dar explicações. Foi este o gol de placa com que Daniel Vorcaro contava quando viesse a ser chegado pela nossa justiça.
Nas suas irresistíveis festanças, aqueles que não eram convidados a participar até se sentiriam desprestigiados. Demais a mais, o Banco Master e o seu mandachuva, Daniel Vorcaro, nas nossas principais colunas sociais sempre aparecia como a figura destacada e prestigiada.
Assim sendo e como seria de se esperar, em suas festanças e nos milionários passeios que Daniel Vorcaro patrocinava, alguns deles na Europa, aqueles que se faziam presentes não tinham a menor noção de que poderiam se meter num dos maiores escândalos do nosso país.
Como todo experimentado ladravaz planeja cuidadosamente o que deva fazer, o próprio Daniel Vorcaro escolhia a dedo todos os seus convidados; e não por acaso, porém de caso pensado, numa mesma mesa, bolsonaristas e lulistas se sentavam, bebericavam os melhores vinhos, champanhes e uísques, como se a nossa polarização política sequer existisse. A bem da verdade, Daniel Vorcaro, como bandido, sempre soube como se comportar.
Lamentavelmente, o julgamento de Daniel Vorcaro está sendo politizado, e, em isto se consumando, ele próprio poderá se beneficiar. Afinal de contas, quando as acusações caírem sobre as nossas principais autoridades e até mesmo sobre nossas instituições, o próprio Daniel Vorcaro não encontrará quem venha defendê-lo, apenas seus advogados.
Pelo que já fez e pelo que ainda pretendia fazer, por exemplo, transferir o apodrecido Banco Master para um banco público, no caso, o Banco de Brasília, o que por muito pouco não aconteceu, se a transação houvesse se consolidado, o próprio Daniel Vorcaro poderia estar livre, leve e solto e se preparando para praticar o que se revelou capaz: cometer novos crimes, e quem sabe até, ainda mais sofisticados.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas


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