SP confirma 12ª morte por bebida com metanol. Vítima era de Mauá

Pablo Jacob/Governo de SP
Imagem colorida mostra fiscalização do Procon em garrafas de bebidas que podem estar contaminadas com metanol - Metrópoles

O número de mortes por intoxicação relacionada a bebidas com metanol em São Paulo subiu para 12, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta quarta-feira (4/2). O óbito mais recente seria de um homem de 26 anos em Mauá, na região metropolitana da capital paulista.

No total do estado, foram confirmados 52 casos, sendo 12 mortes. Segundo a SES, quatro óbitos permanecem sob investigação: um em Guariba, de um paciente de 39 anos, um de São José dos Campos, de 31 anos, e dois de Cajamar, de 29 e 38 anos.


Mortes por metanol em SP


Entenda o que é metanol

Altamente inflamável e tóxico à saúde humana, o metanol, também conhecido como álcool metílico, é incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum.

O composto é um dos mais importantes insumos na indústria química, sendo usado como matéria-prima para sintetizar produtos químicos, tais como formaldeído (também conhecido como formol), MTBE (aditivo químico para a gasolina) e ácido acético, que, por sua vez, são usados na produção de adesivos, solventes, pisos, revestimentos etc.

A substância é um composto orgânico da família dos álcoois e, no mercado brasileiro, possui papel crucial para produção do biodiesel, que é um combustível renovável adicionado ao diesel de origem fóssil.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atualmente, em escala industrial, o metanol é produzido predominantemente a partir do gás natural.

Levando em consideração a toxicidade do produto, os riscos à saúde humana e à segurança pública e privada, a ANP passou a regulamentar o metanol, incluindo-o na definição de solvente e adequando seus atos normativos, a fim de tornar mais efetivo o controle da substância no mercado nacional.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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