Suíça: últimas 16 vítimas de incêndio em bar são identificadas

Handout photo by Valais Cantonal Police via Getty Images
Explosão em resort de esqui de luxo deixa ao menos 40 mortos na Suíça - Metrópoles

Investigadores da polícia cantonal de Valais informaram, na tarde deste domingo (4/1), que as últimas 16 vítimas fatais do incêndio que atingiu um bar em Crans-Montana, na Suíça, na véspera do Ano-Novo, foram identificadas. A tragédia deixou 40 mortos e 119 feridos.

Segundo a polícia, os trabalhos de identificação foram lentos em razão das graves queimaduras sofridas pela maioria das vítimas — muitos carbonizados. Conforme informaram as autoridades, grande parte dos mortos era composta por adolescentes.

O balanço aponta que as últimas 16 vítimas incluem quatro cidadãos suíços — duas meninas de 15 anos, uma mulher de 22 e outra de 24 anos, esta última com dupla nacionalidade suíça e francesa.

Entre os italianos, estão duas meninas de 16 e 15 anos e um adolescente de 16. Há ainda uma mulher portuguesa de 22 anos e uma adolescente belga de 17.

As vítimas francesas somam seis pessoas: duas mulheres de 33 e 26 anos, dois homens de 23 e 20, e dois adolescentes de 17 e 14. O grupo inclui também uma menina de 15 anos com nacionalidades francesa, britânica e israelense.

Em balanço anterior, quando a polícia suíça informou que 24 vítimas haviam sido identificadas, constavam 10 cidadãos suíços — quatro mulheres e seis homens — com idades entre 14 e 31 anos.

A lista incluía ainda dois italianos de 16 anos, um francês de 39, um adolescente de 16 com dupla cidadania italiana e emiradense, além de um romeno e um turco, ambos de 18 anos.

O que se sabe sobre a tragédia?

O incêndio começou por volta de 1h30 no horário local (20h30 de quarta-feira pelo horário de Brasília) dentro do bar Le Constellation, que integra o complexo do resort de esqui de Crans-Montana.

O estabelecimento fica próximo à base do teleférico que leva esquiadores às montanhas, tem capacidade para cerca de 300 pessoas e conta ainda com um terraço para aproximadamente 40.

O local recebia uma festa de Ano Novo quando ocorreu uma explosão, seguida de um incêndio que se espalhou rapidamente pelo interior do prédio.

Relatos apontam que o fogo tomou revestimento do teto de madeira em poucos segundos, dificultando a saída do público. Pessoas que estavam próximas ajudaram a retirar as vítimas e improvisaram primeiros atendimentos em estabelecimentos vizinhos.

As autoridades ainda investigam o que provocou a explosão e o início das chamas. Entre as possibilidades citadas estão uma explosão causada por rojão, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, e fogo iniciado por velas de faísca – no Brasil conhecidas como vela vulcão – colocadas em garrafas de champanhe, conforme o relato de sobreviventes.

Por ora, a polícia trabalha com a hipótese de acidente e descarta terrorismo ou incêndio intencional.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, não há registro de brasileiros entre os mortos ou feridos.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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