Sururu na Casa Real bota porco espinho no colo da Mailza

Pedro Pascoal continua ou será convidado a fazer as malas? A chapa política esquentou. Virou um sururu na casa real a briga escancarada entre o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, e o deputado Adailton Cruz – de malas prontas para deixar o PSB pelo MDB – depois de uma live do secretário com críticas duras e desabonadoras à atuação do parlamentar, a quem acusou de ser contra a melhoria no atendimento no sistema de saúde e falar que o mesmo não o representa como político.

Pascoal acusa Adailton de fazer campanha contra a transformação da Policlínica do Tucumã em uma UPA. O deputado Adailton Cruz diz ser a versão de que é contra a UPA uma mentira do secretário. “A minha manifestação foi contrária à forma truculenta, desrespeitosa e desordenada, junto aos servidores, sem qualquer respeito, organização ou planejamento prévio”, disse Adailton.

Sobre o dito pelo secretário que ele não o representa como político, Adailton foi lacônico: “Nunca representei e nunca representarei o Patrão.” Bote neste caldo explosivo o secretário Pedro Pascoal não ter a simpatia do grupo da vice-governadora Mailza Assis (embora ela nunca tenha se manifestado publicamente a respeito). Quem quer a sua permanência é o governador Gladson Cameli.

O BLOG soube que outros deputados devem se manifestar contra o secretário, sob o argumento que nas pesquisas o setor da Saúde aparece mal avaliado pela população. Pedro tem dito que não vai brigar para ficar. Mas, se ele ficar, se prepare para ataques dos adversários e do chamado fogo amigo da base do governo. Esse problema tipo porco espinho vai para o colo da Mailza, quando assumir o governo no dia 4 de abril. Essa é uma novela de muitos capítulos. E num clima muito tenso.

Essa é uma situação muito complicada para o secretário Pedro Pascoal. Numa campanha política, ser alvo de deputados da base do governo, é um ponto de discórdia para ele e para Mailza Assis (PP), que não terá uma disputa fácil, pelo menos mostram as pesquisas. Se o Pedro sair não terá problemas, é um profissional da saúde, não depende do governo para viver. Só que não será cômodo para ele ser alvo de tiroteio político e nem para a candidata Mailza Assis (PP). Mas, como diz o ditado: Quem fez o pirão com caroço que coma.

Começou com 3% e chegou a 20% antes da campanha iniciar. Dos candidatos ao governo, a Mailza foi quem mais cresceu.

A ex-prefeita Leila Galvão – atualmente no MDB – aparece em várias listas de partidos como candidata a deputada federal. Esse tipo de especulação não é bom para quem será candidata. Ficar em cima do muro não é solução para nada.

O senador Márcio Bittar (PL) sofre um tiroteio dentro da sua aliança partidária, por conta da decisão de não abrir as suas chapas de deputado estadual e federal. Posso adiantar que as chapas estão trancadas com cadeado, não entra mais ninguém.

O senador Márcio Bittar (PL), para tomar a decisão, usa um argumento forte, de que não vai causar debandadas nas suas chapas com a entrada de candidatos com mandatos.

Os caminhos da política são insondáveis e misteriosos. Não havendo nenhum ponto fora da curva é provável que o senador Alan Rick (Republicanos) leve o seu nome para o segundo turno, na disputa do governo.

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, está com a chapa fechada: Mailza para o governo, Márcio Bittar e Gladson Cameli para senador; e Nicolau Júnior para deputado estadual. E Fábio Rueda a federal.

Na política, chega uma hora em que, quem tem cacife eleitoral não pode ficar servindo eternamente de escada para candidatos. Então, se o secretário de Educação, Aberson Carvalho, lançar um nome do seu grupo para deputado estadual, será algo normal e pragmático. Na política, quem fala alto é quem tem mandato.

Representantes do governo e do MDB, estão em Brasília acertando com o presidente nacional do partido, Baleia Rossi, as filiações de Minoru Kinpara, Ney Amorim e Antônia Lúcia, para disputarem vagas para a Câmara Federal. Está marcada, também, uma conversa com Vanda Milani, para engrossar a chapa, que já tem Pedro Longo filiado.

Dedicada ao tratamento de saúde do marido fora do Acre, a ex-deputada Vanda Milani ainda não decidiu por qual partido será candidata a uma vaga para a Câmara Federal. Sua única decisão é que se filiará a um partido de direita. Tem até o dia 4 de abril.

O deputado Luiz Gonzaga não vai ficar no PSDB, e deverá engrossar a lista de candidatos do chapão PP-UB. Vai para a chapa da morte do PP-UB.

O deputado que for se filiar ao PP já vai sabendo de cara, que se tiver menos de 9 mil votos é sério candidato a pegar a Balsa para Manacapuru. Só tem cobra criada.

Os candidatos que forem se filiar ao PP, que projeta uma chapa com mais de dez deputados estaduais, pode ficar certo que metade vai rodar.

Por ser um deputado federal que pegou o mandato em andamento, o José Adriano (PP), tem sido uma grata surpresa. Ficou longe do extremismo político e focou sua atuação em projetos que geram emprego e renda.

Quem transita bem junto ao senador Alan Rick (UB) revelou ontem ao BLOG que o nome do peito e da simpatia para ser o vice da sua chapa, é o empresário Rico Leite. Se aceitar, seria um ganho imenso para a chapa.

Com a saúde fragilizada, foi um ato humanitário do ministro Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, não foi nenhum privilégio. Acertou também ao limitar seu contato aos familiares e equipe médica, para não transformar a sua casa num curral eleitoral. Se depois de 90 dias não houver nenhum fato que fira a cautelar, pode virar prisão domiciliar para cumprir o restante da pena.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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