
A Polícia Federal (PF) identificou que os investigados por integrar o esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mantinham informações sobre propinas organizadas de forma minuciosa. O rombo revelado pelo Metrópoles pode ter alcançado bilhões de reais.
Mensagens interceptadas pela PF mostram que a engrenagem criminosa contava com planilhas para articular os repasses, inclusive de propinas.
O nome da deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) aparece em uma tabela de distribuição de valores apreendida pela PF, com indicação de repasse de R$ 780.433,50.
As funções
As investigações apontam que o empresário Natjode Lima Pinheiro atuava como responsável pelo esquema, coordenando pagamentos e cobrando planilhas de propinas
Já Maria Gorete Pereira, segundo a apuração, utilizava sua posição política para viabilizar acordos com o INSS e manter interlocução com autoridades, garantindo o funcionamento das associações envolvidas.
A advogada Cecília Rodrigues Mota é considerada uma das líderes da organização criminosa. Ela e Natjo foram presos na manhã desta terça-feira (17/3).
A investigação aponta que o grupo utilizava dados falsos inseridos em sistemas oficiais para autorizar descontos diretamente nos benefícios de aposentados, muitas vezes sem consentimento das vítimas.
Em nota divulgada por sua assessoria, a deputada afirma que “não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos”.
Também foi informado que o advogado Waldir Xavier, que defende a deputada, se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso.
O Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou que Maria Gorete cumpra medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Veja os itens de luxo apreendidos na operação:
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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