
A Polícia Civil de Tocantins (PCTO) apura uma grave denúncia envolvendo um vereador de Maurilândia, município no norte do estado. Ammon Eduardo Ribeiro (União Brasil-TO), 23 anos, é acusado de agredir a própria companheira com socos durante a comemoração do seu aniversário, na madrugada do último domingo (1/3). Essa não seria a primeira vez que a mulher é vítima dos ataques do político.
Ao Metrópoles a vítima detalhou as agressões sofridas. Segundo ela, a ocorrência não é inédita, mas o episódio nunca havia ocorrido na frente de outras pessoas, como ocorreu no domingo. Natural da região de Maurilândia, a jovem morou no Distrito Federal durante a infância.
“A gente estava comemorando o aniversário dele, de 23 anos. Eu comprei bolo, fiz surpresa, comprei presente, fiz tudo. De noite, resolvemos ir para uma festa eu, ele, o irmão dele e um amigo dele. Aí ele começou as briguinhas”, relembra.
De acordo com a vítima, que não terá a identidade revelada, as agressões foram mantidas em segredo por muito tempo. “Eu nunca tive coragem de expor” , detalhou a mulher.
Segundo a vítima, em determinado momento da festa, Ammon resolveu ir embora. “A gente estava curtindo de boa, ele se zangou e quis vir embora. Eu falei ‘tá bom’. Então, ele me chamou para ir para casa dele e quando eu desci do carro, ele fechou a porta na minha cara” relatou.
A jovem disse ter ficado muito chateada, visto que havia preparado a surpresa para o companheiro poucas horas antes e acabou sofrendo agressões. Após ter a porta fechada em sua cara, a vítima resolveu voltar para a festa com o irmão do vereador.
“Eu voltei para a festa para comprar cerveja. Quando eu estava dentro do carro com o irmão dele, ele veio de moto e o amigo dele abriu a porta do carro. Nesse momento ele começou a me dar socos. Me deu vários, na minha cara. Não deu nem tempo de descer do carro“, relembra.
O vereador e a vítima namoraram por dois anos e desde sempre o parlamentar teria apresentado comportamento agressivo, como excesso de ciúmes. Ele, ainda, teria desferido tapas, puxões de cabelo e enforcamento contra a mulher.
“Ele sempre mostrou sinais de violência, de ser uma pessoa agressiva. Tudo começou com ele falando da minhas roupas, que eu não podia usar roupa curta, que eu não podia postar foto minha no Instagram, querendo me afastar de alguns amigos meus. Era extremamente ciumento, mas quem me traía era ele. Estou recebendo vários relatos de traições”, diz.
A mulher disse que as agressões aumentaram quando ele se tornou vereador, no ano passado. “Acho que subiu para cabeça e ele se achou o dono do mundo. Eu perdoava ele. Conversava muito, pedia a Deus para mudar ele. Mas dessa vez ele que se expôs. Me agrediu em público, por isso que eu tive coragem de denunciar, porque ele mesmo se expôs”, relatou.
Além do Boletim de Ocorrência registrado na delegacia de Maurilândia, a vítima solicitou medidas protetivas contra o vereador e diz ter entrado em contato com o presidente da Câmara de Vereadores, mas não teve sucesso até o momento.
O outro lado
O vereador Ammon Ribeiro informou, por meio de nota publicada nas próprias redes sociais, que prestou depoimento à polícia e disse não estar foragido. “Diante das publicações recentes, esclareço que não estou foragido. Já me apresentei espontaneamente às autoridades, prestei esclarecimentos e sigo à disposição para colaborar com as apurações. Por orientação jurídica e respeito ao devido processo legal, não farei comentários adicionais”.
A Câmara dos Vereadores de Maurilândia foi procurada pelo Metrópoles para falar a respeito do episódio, mas, até a última atualização deste texto, não havia se pronunciado O espaço segue aberto para possíveis manifestações.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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