
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos), rebateu nesta quinta-feira (26/3) as críticas feitas recentemtente pelo presidenteLuiz Inácio Lula da Silva(PT) ao governo paulista.
Nos últimos dias, o chefe do Palácio do Planalto disparou contra o governador em relação à política habitacional paulista, bem como acusou a gestão Tarcísio de não reconhecer o investimento do governo federal em obras e empreendimentos do estado.
“O presidente da República fala isso, fala aquilo. Eu não fico chateado, já estou acostumado a ouvir as bobagens dele. Então, isso realmente não me incomoda”, disse Tarcísio. “Quem não tem o que mostrar, tem que viver de narrativa. Tem que viver de propaganda”, completou.
A fala ocorreu no Palácio dos Bandeirantes durante um evento do programa Casa Paulista, focado em crédito imobiliário, que havia sido o foco das críticas de Lula quando disse que a gestão paulista “plagiou” o programa habitacional do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB).
“Aqui em São Paulo, praticamente 60% das casas construídas aqui são do Minha Casa Minha Vida, que aqui dá o nome de Casa Paulista. E o governador tem inaugurado muitas dessas Casa Paulista. Ele poderia pelo menos ter a singeleza de dizer: “Essas casas são feitas pelo governo federal do Minha Casa Minha Vida, e eu pedi licença para chamar de Casa Paulista, que é um programa criado pelo Alckmin ainda quando era governador do estado. Nem nome ele [Tarcísio] criou, só plagiou”, disse Lula.
Já Tarcísio afirmou que o programa federal só existe em São Paulo porque há aporte estadual que permitiria aos paulistas terem acesso à casa própria. “Sabe onde a relação do Minha Casa Minha Vida em frente àquilo que está sendo construído pela iniciativa privada cresce? No estado de São Paulo, porque a gente está viabilizando os empreendimentos com esse esforço. Às vezes 70, 80, 90% do empreendimento fecha com subsídio do Estado de São Paulo. Se não tivesse, não fechava“, disse o governador.
No mesmo tom, Tarcísio rebateu também o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Aloizio Mercadante, que nessa quarta (25/3) havia cobrado a presença e a assinatura do governador de São Paulo em acordo para a instalação da fábrica chinesa de trens CRRC Brasil, em Araraquara, no interior do estado.
“Quando alguém tem que vir para São Paulo, por exemplo, para participar de determinadas entregas e dizer ‘olha, o BNDES financiou isso’, ou seja, está celebrando operação de crédito, que é obrigação do banco, como se a operação de crédito do banco fosse um favor. Ora, é a existência, é o core do banco. E se o BNDES não existir para financiar estrutura, vai existir para quê?”, questionou o governador.
Mercadante havia dito que “queria muito que o governador de São Paulo estivesse aqui [Araraquara], porque quando nós assumimos financiar esse projeto, houve um compromisso de reciprocidade”.
Segundo o governador, qualquer outro banco privado poderia fazer esse papel de financiamento para obras.
“A pessoa vai à inauguração de uma licitação de trem ou vai na própria inauguração do trecho do Rodoanel para dizer assim “olha, o BNDES emprestou um dinheiro para a concessionária, tá vendo? O governo federal fez isso”, fez coisa nenhuma… Não modelou, não fez projeto, não tomou risco, não executou. Emprestou dinheiro para o parceiro privado”, afirmou.
Críticas de Lula a Tarcísio
Nessa quarta (25/3), Lula também cobrou o fato de Tarcísio não estar presente em agenda no interior paulista. No evento, o presidente da República assinou o contrato de financiamento entre o BNDES e o governo paulista para a construção do Trem Intercidades São Paulo-Campinas.
“Ele podia falar o que quisesse, agradecer ou não agradecer, mas que tivesse aqui porque é um investimento de quase R$ 7 bilhões para São Paulo. Não é pouca coisa, não. É investimento de 7 bilhões para gerar emprego, para trazer tecnologia, para trazer modernidade, inclusive para atender os trem que vai ser feito em São Paulo”, afirmou Lula.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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