
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que o partido é “antissistema” e deve “mostrar isso para a sociedade”. De acordo com o petista, é necessário demonstrar apoio de forma mais clara a bandeiras como o fim da escala 6 por 1 e a tarifa zero. O termo “antissistema”, no entanto, é atribuído ao bolsonarismo e a outsiders que se aventuram na política.
O petista deu as declarações neste sábado (28/3) enquanto defendia a necessidade de romper a polarização política por meio do diálogo, da argumentação e do convencimento. Segundo ele, é preciso “conversar com aqueles que estão do outro lado“.
“Nós temos que mostrar para a sociedade brasileira que nós somos o antissistema. E aí a gente só demonstra isso com questões bem práticas que o povo entende. Como, por exemplo, nós somos a favor do fim da jornada 6 por 1, isso tem que ser bandeira nossa. Porque esse modelo de organização do mundo do trabalho que está aí não é o nosso”, afirmou o presidente do PT em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.
Uma das deficiências atribuídas ao PT nas últimas eleições, inclusive já verbalizada pelo rapper paulistano Mano Brown, seria o distanciamento do partido com suas bases sociais históricas. Enquanto alguns aliados do PT defendem diálogo com desertores, alas da sigla entendiam que a melhor defesa seria o ataque, especialmente àqueles que flertariam com o outro lado da trincheira. Edinho vocaliza exatamente a opinião daqueles que preferem a estratégia do diálogo com os ex-eleitores do PT à hostilidade.
“Se a gente quiser ganhar eleição, primeiro temos que aprender a conversar. Nós temos que conversar com aqueles que estão do outro lado, com gente que já votou no Lula e que agora não quer votar, gente que já votou na esquerda e que agora não quer votar, gente que já reconheceu tudo que nós fizemos de bom pelo Brasil e agora não quer votar”, disse.
Edinho também disse que o partido “sempre defendeu a reforma político-eleitoral”: “A gente inclusive sempre defendeu que, em vez de votar no indivíduo, a sociedade deveria votar em partido, em programa, em projeto. Nós sempre defendemos isso”.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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