
“Desde o acontecido não consiga dormir direito orando todas os dias para que a justiça seja feita”, disse Gerson Darlan de Oliveira, 34 anos, pai de Henry Sousa de Oliveira, bebê de 1 ano e 9 meses morto pela mãe após sofrer lesões na cabeça.
Apontada como autora da morte do próprio filho, Lucimaria de Souza Barbosa será julgada pelo homicídio no Tribunal do Júri de Planaltina no próximo 18 de março, às 13h.
A criança de 1 ano e 9 meses morreu às 5h40 de 19 de janeiro 2024, na casa do namorado da mãe do menino, em Planaltina.
Segundo a denúncia do Ministério Público do DF (MPDFT), Lucimaria bateu a cabeça de Henry diversas vezes contra uma parede, causando a morte da criança.
O pai do pequeno Henry estará presente como testemunha no Tribunal do Júri e afirma que confia na justiça para punir a sua ex-companheira.
“Tenho certeza que a justiça vai ser feita, desde o acontecido minha vida mudou muito. Espero a pena máxima contra ela”, disse Gerson.
Com a perda do filho, Gerson teve que recomeçar e tenta seguir a vida enquanto ainda sente a ausência de Henry.
“Está sendo muito difícil seguir em frente, eu tive até que mudar de emprego pois não consegui trabalhar mais no mesmo lugar. A vida pessoal é mais difícil ainda me afastei de muita gente e não consigo mais confiar em muitas pessoas”, ressaltou.
Apesar da criança não estar mais presente em vida, Gerson segue carregando a memória do filho. “Sinto muito a falta do Henry e sempre vou honrar a vida dele por tudo que ele passou”, destacou.
Relembre o caso
Dia da morte
Às 6 horas do dia da morte, Gerson recebeu apenas uma mensagem da ex-namorada informando da morte do filho. “Era só a frase ‘Henry morreu’. Fui correndo para o hospital para ver, mas ele já tinha morrido antes mesmo do socorro dos bombeiros”, contou.
Gerson e Lucimaria namoraram por um ano e já estavam separados quando a mãe descobriu que estava grávida. “Eu nem sabia que ela estava com namorado, mas depois me falaram que ele sempre chorava quando o atual estava perto”, relatou.
Segundo o relato da mãe, a criança foi dormir na noite anterior sem apresentar nenhuma anormalidade. Por volta das 5h40, ela foi trocar a fralda do menino, mas ele já apresentava pele fria, boca e extremidades arroxeadas e sem batimentos cardíacos.
A mulher ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e foi orientada a fazer massagem cardíaca na criança, mas não teve sucesso. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) também foi acionado, mas a criança já se encontrava morta.
Em seu depoimento, o namorado da mãe de Henry, Wildemar disse que Lucimaria costumava bater no seu filho Henry para ele dormir e que foi acordado por ela no dia da morte e teve a sua participação descartada.
O pai de Henry discordou da decisão de retirar a acusação contra Wildemar e ainda pede o julgamento do homem. “Ela confessa que fez sozinha, mas eu discordo totalmente ele teve vários hematomas de quem era espancado constantemente antes de morrer lá identificado no IML ,com certeza ele tem participação no crime”, afirmou.
Presa preventivamente há dois anos, Lucimaria de Souza Barbosa será julgada pelo homicídio de Henry com as qualificadoras de motivo torpe, cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, podendo pegar de 12 a 30 anos de prisão.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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