
Condição conhecida por afetar milhões de pessoas pelo mundo, a principal dificuldade dos médicos para diagnosticar o Alzheimer ainda no estágio inicial é a falta de sintomas. O atraso na detecção atrapalha a eficácia dos tratamentos disponíveis e faz com que a doença se torne cada vez mais progressiva.
No entanto, um novo teste criado para a identificação da condição tem demonstrado bons resultados para alterar o cenário. Através de um cotonete nasal, pesquisadores norte-americanos conseguiram detectar alterações biológicas precoces ligadas ao Alzheimer, antes da ocorrência de sintomas clássicos como problemas de memória e raciocínio.
“Queremos poder confirmar o Alzheimer muito cedo, antes que os danos tenham a chance de se acumular no cérebro. Se conseguirmos diagnosticar as pessoas precocemente, poderemos iniciar terapias que as impeçam de desenvolver Alzheimer clínico”, aponta um dos autores do estudo, Bradley J. Goldstein, em comunicado.
A descoberta liderada pela rede de saúde acadêmica Duke Health, nos Estados Unidos, teve os resultados publicados na revista Nature Communications nessa quarta-feira (18/3).
Resultados e funcionamento do teste para detectar Alzheimer
A detecção é simples e é realizada em alguns minutos. Veja quais são os passos:
Durante o estudo, os pesquisadores analisaram amostras de 22 participantes. A investigação genética conseguiu detectar as mudanças precoces ligadas ao Alzheimer nas células nervosas e imunológicas, tanto em pessoas que já haviam apresentado os primeiros sinais laboratoriais quanto em outras que não tinham manifestado a doença.
Em comparação com dados clínicos de indivíduos saudáveis, a análise genética conseguiu diferenciar corretamente os pacientes com e sem Alzheimer em estágio inicial, em aproximadamente 81% dos casos.
Segundo os cientistas, o grande diferencial entre esse e os testes atuais é que o novo consegue detectar a atividade nervosa e imunológica em tempo real, ao contrário dos outros exames, capazes de detectar apenas marcadores mais tardios da doença.
O próximo passo da pesquisa é aumentar o número de participantes para ter um recorte maior do funcionamento e eficácia do teste com cotonete nasal.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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