TJDFT mantém preso suspeito que apontou arma para "gêmeo errado" durante emboscada

Material cedido ao Metrópoles
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A Justiça do Distrito Federal converteu em preventiva a prisão em flagrante de Paulo Victor Dione Alves da Silva, 21 anos, suspeito de apontar uma arma de fogo durante a emboscada que terminou no espancamento de um homem confundido com o irmão gêmeo, em Taguatinga Norte (DF).

A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada nessa quarta-feira (4/3) pelo Núcleo Permanente de Audiência de Custódia (NAC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Segundo a investigação, Paulo Victor participou das agressões contra Walisson Kelvin, 27 anos. Durante o ataque, ele estava armado com um revólver calibre .38, usado para ameaçar a vítima. De acordo com a decisão judicial, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo, crimes que teriam sido praticados em conjunto com outros envolvidos.

Ao converter a prisão, a magistrada destacou a periculosidade do autuado e o risco à ordem pública. Conforme a decisão, o jovem possui antecedente recente por tráfico de drogas e mandado de prisão em aberto, circunstâncias que reforçaram a necessidade da prisão preventiva.

“São crimes que demonstram periculosidade e trazem intranquilidade social. Trazem pânico para a vítima e sentimento de insegurança”, registrou a magistrada.

Segundo a juíza, medidas cautelares alternativas à prisão não seriam suficientes para evitar novos delitos. O Ministério Público se manifestou favorável à conversão da prisão. A defesa pediu liberdade provisória.


Relembre o caso


Emboscada

Segundo Wesley, o primeiro contato com a ex ocorreu na manhã do mesmo dia, por volta das 10h. Nas mensagens, ela perguntou como ele estava e sugeriu que os dois se encontrassem.

Horas depois da agressão, a própria mulher enviou uma mensagem dizendo: “Vou é te matar”. Foi a partir desse contato que a família percebeu que o alvo da emboscada seria Wesley, e não Walisson.

O advogado da família Marco Montezuma afirma que ainda é cedo para concluir se o ataque foi planejado apenas pelo atual namorado da ex-companheira de Wesley ou se houve participação dela. Segundo ele, uma das hipóteses é de que o crime tenha sido cometido em conjunto. “Ele não saberia o endereço da vítima”, afirmou.

Wesley, que seria o verdadeiro alvo da emboscada, afirma que a ex-companheira continuava tentando manter contato. “Ela é obcecada, vinha atrás de mim. Em 2024 fiquei três meses internado com pneumonia agravada por Covid, e ela e a família iam me visitar no hospital, mesmo ela já namorando esse cara. Ele fez isso motivado por ciúmes”, contou.

Até o momento, nem a ex-namorada nem o atual companheiro dela prestaram depoimento formal à polícia. Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa de Wanderson disse que o homem envolvido estaria sendo perseguido e sofrendo ameaças e provocações do irmão da vítima. A advogada ressaltou que o estopim teria sido o envio de imagens íntimas da companheira dele.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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