
Para muitos brasileiros com agendas lotadas, o período noturno é a única janela disponível para a prática de atividades físicas. Embora exista o receio de que o exercício tardio possa causar insônia, a ciência indica que a prática não é, por si só, uma vilã. O segredo para colher os benefícios do treino sem sacrificar o repouso está na gestão do tempo e no controle da carga, permitindo que o corpo faça a transição adequada para o estado de relaxamento.
Segundo o ortopedista Kaleu Nery, a individualidade biológica conta muito, mas a regra geral é o equilíbrio. “Treinar à noite não é necessariamente um problema. O mais importante continua sendo manter a regularidade da atividade física”, afirma o especialista.
Entenda
A fisiologia do exercício tardio
De acordo com o especialista, o principal desafio de treinar tarde é a resposta do sistema nervoso. Exercícios pesados estimulam a liberação de hormônios como a adrenalina e o cortisol. “Se o intervalo entre a academia e a cama for muito curto, o corpo ainda estará em estado de alerta no momento em que deveria estar produzindo melatonina.”
Kaleu Nery reforça que, quando o planejamento respeita esse intervalo de algumas horas, os benefícios superam os riscos. “Se o treino for feito com intensidade moderada, a maioria das pessoas consegue se exercitar à noite sem grandes prejuízos”, explica. Para quem não tem outra opção de horário, a recomendação é focar em uma rotina de higiene do sono logo após o término da atividade, sinalizando ao organismo que o período de agitação terminou.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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