
Um estudo publicado em 9 fevereiro de 2026 na revista Alzheimer’s & Dementia mostrou que um tipo específico de treinamento cerebral pode reduzir o risco de demência, incluindo Alzheimer, até 20 anos depois da intervenção.
A pesquisa feita por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos, acompanhou 2.802 adultos com 65 anos ou mais, com média de idade de 74 anos, ao longo de duas décadas.
Os resultados indicam que participantes que fizeram um treinamento voltado para velocidade de processamento mental, com sessões de reforço, tiveram menos risco de desenvolver demência em comparação com o grupo que não recebeu treinamento.
Os voluntários foram divididos em quatro grupos: o de treinamento de velocidade de processamento (exercícios rápidos no computador), treinamento de memória, treinamento de raciocínio e o grupo controle (sem treino).
Parte dos participantes também recebeu sessões extras de reforço meses depois. Após 20 anos, o grupo que fez o treinamento de velocidade com reforço apresentou redução significativa no risco de demência.
O que é demência?
Resultados dos testes
O treinamento de velocidade foi adaptativo: ele ajustou o nível de dificuldade conforme o desempenho da pessoa. Além disso, trabalhou a agilidade mental e a capacidade de lidar com informações visuais rapidamente, estimulando várias áreas do cérebro ao mesmo tempo. Os pesquisadores acreditam que esse tipo de estímulo pode fortalecer redes cerebrais envolvidas na atenção e no processamento de informações.
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e ainda não tem cura. Por isso, estratégias de prevenção são cada vez mais estudadas. Os autores destacam que o treinamento cerebral não substitui hábitos saudáveis, mas pode ser uma ferramenta complementar.
Atividade física, controle da pressão, alimentação equilibrada e convívio social continuam sendo fundamentais para proteger o cérebro. Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que nem todo programa comercial de “treino cerebral” tem comprovação científica. Mais estudos ainda são necessários para entender melhor os mecanismos por trás da proteção observada.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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