
Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) tentam reencontrar jovens que participaram, ainda na adolescência, de um estudo sobre a saúde dos estudantes no Distrito Federal. A nova etapa da pesquisa quer avaliar como estão os voluntários mais de uma década depois.
O objetivo é entender como fatores como alimentação, atividade física, tabagismo e uso de cigarros eletrônicos podem ter influenciado a saúde desse grupo ao longo do tempo. Até agora, pouco mais de 100 ex-participantes foram localizados, e a equipe da UnB tenta ampliar esse número para tornar os resultados mais robustos.
Segundo a professora Kenia Mara Baiocchi de Carvalho, do departamento de nutrição da UnB e líder do estudo, acompanhar os mesmos indivíduos ao longo dos anos permite entender melhor como hábitos e fatores ambientais impactam a saúde.
“Esse tipo de estudo oferece resultados com maior robustez científica em comparação a análises pontuais. Assim, conseguimos investigar de forma mais aprofundada os efeitos de diferentes fatores sobre a saúde e propor políticas públicas mais eficazes para prevenir doenças crônicas”, afirma a professora em comunicado.
Exames gratuitos e nova etapa da pesquisa
A nova fase do estudo inclui uma série de avaliações clínicas e exames gratuitos que ajudam a traçar um panorama detalhado da saúde dos participantes. Entre eles estão exames de sangue completos, eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassonografia abdominal e medição da pressão arterial.
Também fazem parte da avaliação exames mais específicos, como retinografia, que registra imagens do fundo do olho para identificar alterações precoces, e espirometria, que avalia a função pulmonar. Há ainda testes de olfato e medições físicas como peso, altura e circunferência da cintura.
Os voluntários também devem responder a questionários sobre hábitos de vida, alimentação e rotina de atividade física. Em alguns casos, os participantes podem ser convidados a utilizar acelerômetros, dispositivos que monitoram o nível de movimento ao longo do dia.
Os exames são realizados em Brasília, em centros parceiros do Hospital Universitário de Brasília, que fica na quadra 605 da Asa Norte, e em uma unidade do laboratório Sabin, localizada na quadra 608 Norte.

Busca por participantes
Além disso, os pesquisadores relatam que alguns ex-voluntários ficam receosos de responder às mensagens por medo de golpes. Outro obstáculo é que jovens adultos costumam procurar menos serviços de saúde, o que dificulta a adesão a avaliações preventivas.
“É desafiador localizar os mesmos indivíduos avaliados há mais de 12 anos. Pedimos que esses ex-participantes voltem para que possamos atualizar os exames e realizar novas avaliações. A colaboração deles é fundamental para fortalecer a pesquisa e entender melhor a saúde dessa geração”, afirma a professora Kenia.
Além de tentar reencontrar os voluntários originais, o estudo também está recrutando novas pessoas na mesma faixa etária, entre 24 e 30 anos, para permitir comparações com o grupo acompanhado desde a adolescência.
Os participantes recebem os resultados completos dos exames realizados e contam com auxílio para deslocamento até os locais de avaliação, além de atestado de comparecimento quando necessário. A expectativa é que os primeiros resultados do estudo sejam divulgados em 2027.
Os interessados em participar ou que tenham feito parte da primeira etapa do estudo podem entrar em contato com a equipe de pesquisa pelo WhatsApp no número (61) 9214-3256 ou pelo Instagram do projeto. Os atendimentos são realizados em datas previamente agendadas.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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