
A Universidade de Brasília (UnB) realizou uma recepção especial para acolher e integrar a primeira turma de estudantes ingressantes por meio das cotas para pessoas trans. O evento aconteceu no Anfiteatro 10 do ICC Sul, no campus Darcy Ribeiro, na tarde da última terça-feira (17/3).
Integrantes do projeto Vivência Ballroom UnB recepcionaram a comunidade com uma breve experiência de voguing, um tipo de performance estilizada que simboliza o empoderamento LGBTQIA+ e valoriza identidade, diversidade e inclusão.
Maria Célia Selem, responsável pela Coordenação LGBTQIA+ da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), afirmou que o evento é importante por ser um espaço de acolhimento para essa comunidade. “Principalmente para estudantes que estão entrando agora pelo primeiro vestibular de cotas trans”, comentou.
Luca Azure ingressou pelas cotas no curso de Licenciatura em Filosofia. “Quando soube que a UnB tinha aberto essa possibilidade, senti como se fosse uma luz no fim do túnel para construir o meu futuro por conta própria”, afirmou.
Nicholas Moon também entrou na UnB, no curso de Letras – Língua e Literatura Japonesa, por meio das cotas para trans e disse que, inicialmente, ficou com medo.
“Achei que não seria aceita por ser do gênero fluido, mas fiquei muito feliz quando fui aprovada. A entrevista foi super tranquila e com pessoas trans avaliando. Achei que foi um avanço”, observou.
A ação incluiu apresentações institucionais sobre a secretaria e os canais de ouvidoria, e orientações sobre políticas e direitos dos estudantes, como uso do nome social e canais para eventuais denúncias.
O evento foi organizado pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH), pelo Núcleo de Estudos da Diversidade Sexual e de Gênero (Nedig/Ceam) e pela Diretoria de Esporte e Organizações Comunitárias (Deac/DAC).
Durante a tarde, houve ainda a apresentação de coletivos estudantis com o objetivo de criar uma rede de apoio, convivência e integração entre calouros com a comunidade de veteranos.
Aprovada em 2024 pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe/UnB), a política de cotas para pessoas trans prevê a reserva de 2% das vagas para esse público nos cursos de graduação da instituição.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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