O médico e apresentador Dr. Fabrício Lemos entrevistou no programa Médico 24 Horas publicado nesta segunda-feira (16), o urologista Fernando de Assis, que abordou, entre outros assuntos, os problemas relacionados à saúde sexual masculina. Segundo ele, além das tradicionais queixas de disfunção erétil em homens mais velhos, cresce o número de pacientes jovens com redução da libido.
Com quase 26 anos de experiência em urologia, sendo mais de duas décadas atuando no Acre, o especialista explicou que a função sexual masculina sofre influência de diversos fatores e que muitas vezes os pacientes têm uma compreensão equivocada sobre as causas do problema. “Virou uma moda achar que perda de libido é falta de testosterona. Muitos jovens chegam ao consultório querendo tomar hormônio, mas quando a gente mede, o nível está normal”, afirmou.
Segundo o médico, a libido ou desejo sexual é um fenômeno multifatorial e depende de diversos aspectos da vida do paciente, como saúde mental, qualidade do relacionamento, estresse e estilo de vida. “A libido tem muito a ver com bem-estar. O homem precisa estar bem psicologicamente, bem com a parceira, satisfeito com o trabalho e com a vida. Tudo isso influencia”, explicou.
De acordo com ele, fatores do estilo de vida contemporâneo também têm impactado o comportamento sexual masculino. Entre os principais estão o excesso de telas, privação de sono, ansiedade, estresse e o consumo frequente de pornografia na internet. “Hoje muita gente está trocando a vida real pela vida virtual. Isso muda a forma como as pessoas se relacionam e pode afetar o desejo sexual”, afirmou.
Fernando de Assis também alertou para os riscos do uso indiscriminado de hormônios, especialmente entre homens jovens que acreditam que a reposição de testosterona pode resolver problemas de libido ou desempenho sexual. Segundo ele, a reposição hormonal deve ser feita apenas quando existe indicação médica comprovada.
“O homem geralmente só vai precisar de reposição hormonal depois dos 55 ou 60 anos, quando ocorre o que chamamos de deficiência androgênica do envelhecimento masculino”, explicou.
O uso inadequado de testosterona, de acordo com o médico, pode trazer riscos importantes à saúde. “Além de prejudicar a fertilidade, pode trazer problemas cardiovasculares e até piorar a função sexual”, alertou.
Embora os jovens estejam procurando mais atendimento por questões de libido, a disfunção erétil ainda é mais comum em homens mais velhos. Com o avanço da idade, segundo o urologista, a função erétil tende a diminuir naturalmente. “Um homem pode chegar aos 70 ou 80 anos com excelente saúde geral, mas a função sexual acaba sendo afetada pelo envelhecimento”, explicou.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

Deixe um comentário