Vacinação contra cólera é retomada no mundo após OMS receber doses

Sergii Iaremenko/Science Photo Library/Getty Images
Ilustração de um frasco de vacina de cólera. Metrópoles

A vacinação preventiva contra a cólera volta a ser ampliada no mundo após mais de três anos de restrições provocadas pela escassez de doses.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aumento recente na produção global permitiu retomar campanhas voltadas à prevenção da doença, estratégia considerada fundamental para reduzir surtos e mortes.

O primeiro país a retomar esse tipo de vacinação foi Moçambique, que enfrenta um cenário delicado após inundações que afetaram centenas de milhares de pessoas. A destruição de sistemas de água e saneamento elevou o risco de doenças transmitidas pela água, incluindo a cólera.

“A escassez global de vacinas nos forçou a reagir aos surtos em vez de preveni-los. Agora estamos em posição mais forte para quebrar esse ciclo”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado.


O que é a cólera


Um lote inicial de 20 milhões de doses começou a ser distribuído para campanhas de prevenção. Parte das vacinas já foi enviada a Moçambique e à República Democrática do Congo, enquanto Bangladesh também deve receber doses em breve.

A distribuição é financiada pela aliança internacional Gavi e operacionalizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O fornecimento anual da vacina oral contra a cólera praticamente dobrou nos últimos anos, passando de cerca de 35 milhões de doses em 2022 para quase 70 milhões em 2025. Esse aumento foi resultado da ampliação da produção e da colaboração entre fabricantes, organizações internacionais e governos.

Mesmo com a melhora na oferta, a estratégia de dose única ainda deve ser mantida em situações de surto, já que garante proteção mais rápida e permite vacinar mais pessoas. Duas doses podem ser usadas quando houver disponibilidade maior e necessidade de proteção prolongada.

Desafios para conter a doença

Especialistas destacam que a vacinação ajuda a controlar surtos e proteger populações vulneráveis, mas não resolve o problema sozinha. Investimentos em saneamento, acesso à água segura, vigilância epidemiológica e tratamento rápido continuam sendo considerados essenciais para reduzir a transmissão e evitar novas crises sanitárias.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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