“Vai, mexe com a gente”: vítima de homofobia reage prisão da agressora

Reprodução / Redes Sociais
Jaqueline Ludovico, acusada de agredir casal gay em episódio de homofobia, foi presa pela Polícia Civil ao retornar de viagem internacional - Metrópoles

Vítima de um ataque de homofobia dentro de uma padaria no centro de São Paulo, há dois anos, o jornalista Rafael Gonzaga usou as redes sociais para comemorar e desabafar após a prisão da agressora. Jaqueline Santos Ludovico foi presa, nesta quarta-feira (4/2), pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior paulista.

Em um vídeo publicado nas redes, Rafael relembrou o dia da agressão e afirmou que transformou a violência sofrida em uma luta coletiva contra a impunidade. “Um dia, uma homofóbica me atacou numa padaria. Naquele dia, eu prometi que ela ia se arrepender disso para o resto da vida dela, e eu cumpri minha promessa”, declarou.

De acordo com o relato, Jaqueline descumpriu medidas judiciais, deixou o país e passou a ser considerada foragida. “Minha luta por justiça sempre foi pública, porque é uma luta coletiva. É uma forma de dizer para todo homofóbico que homofobia não vai ficar impune”, afirmou Rafael.

Ao final, Rafael deixou um recado: “Vai, mexe com a gente. A gente vai te mostrar até onde a gente vai. Homofóbicos não passarão.”

 


Prisão em aeroporto


Homofobia em padaria

Jaqueline é a mulher que aparece no vídeo abaixo agredindo um casal gay em uma padaria na Santa Cecília, no centro de São Paulo, em fevereiro de 2024.

 

As imagens, gravadas pelo engenheiro civil Adrian Grasson, de 32 anos, mostram o momento em que ela os xinga, agride fisicamente e diz que “os valores estão invertidos”. Adrian estava com o namorado, o assessor de imprensa Rafael Gonzaga, também de 32 anos, que saiu do local com o nariz sangrando após a agressão.

Jaqueline já havia sido presa em flagrante em junho de 2024, após atropelar um homem de 32 anos na Avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste de São Paulo. Após o atropelamento, Jaqueline fugiu do local, mas retornou acompanhada da irmã. Segundo os agentes que atenderam a ocorrência, a empresária apresentava sinais de embriaguez e se recusou a soprar o bafômetro.

Ela foi presa em flagrante, mas poucas horas depois a detenção foi convertida para prisão domiciliar, já que a Justiça levou em consideração que a mulher tem filhos menores.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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