
A coluna teve acesso exclusivo a imagens que mostram como ficou o servidor, de 73 anos, agredido por um policial civil dentro de uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Goiânia (GO), nessa segunda-feira (2/3).
Nas imagens, é possível ver que o homem sofreu lesões no rosto e em outras partes do corpo, como braço e costas.
A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) e submetida a exame de corpo de delito.
O policial civil investigado pelo espancamento é Hudson Alves de Souza, lotado em um grupo especializado da Polícia Civil de Goiás (PCGO).
A denúncia
A Polícia Militar de GO foi acionada com a informação de que um indivíduo armado estaria no interior da agência intimidando pessoas e alegando ser policial. Testemunhas relataram que ele apresentava comportamento agressivo.
Hudson estava no local acompanhando o pai e buscava informações sobre atendimento para a mãe.
Conforme os relatos colhidos no local, ele teria se exaltado durante o atendimento, passado a filmar funcionários e exigido a presença do gerente da agência.
No momento em que um servidor se levantou para chamar a chefia, Hudson teria avançado para o interior da unidade e iniciado as agressões.
Imagens feitas por câmeras de segurança mostram o policial derrubando o servidor no chão e desferindo socos e chutes. Testemunhas relataram que o pai e uma mulher tentaram intervir para conter a situação.
Após a sequência de agressões, o policial deixou o local. A vítima foi orientada pela equipe policial e encaminhada ao IML para a realização de exame de corpo de delito. O caso também foi registrado na Polícia Federal.
Segundo o relato da ocorrência, Hudson estava armado durante o episódio. Há registros de que ele chegou a portar a arma dentro da agência. A Polícia Militar informou que, ao chegar à unidade, já não encontrou o suspeito.
Manifestação da Polícia Civil
A Corregedoria da Polícia Civil foi comunicada imediatamente, assim como a Direção-Geral da instituição.
Em nota, a Polícia Civil de Goiás informou que Hudson Alves de Souza está de licença por motivo de luto pelo falecimento do irmão e não estava em serviço no momento dos fatos.
A corporação afirmou ainda que ele foi encaminhado para atendimento médico, medicado e afastado por 15 dias das funções operacionais.
O caso segue sob apuração, tanto na esfera criminal quanto administrativa.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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