
Infarto agudo do miocárdio, câncer de mama e câncer de brônquios e de pulmões são as principais causas de mortes de pessoas entre entre 30 e 69 anos no Distrito Federal (DF). O diagnóstico é um dos alertas do novo boletim epidemiológico de mortes prematuras, divulgado pela Secretaria de Saúde, nessa segunda-feira (2/2).
Veja o ranking das 10 principais causas de morte de adultos em 2024:
1º – Infarto agudo do miocárdio
2º – Câncer de mama
3º – Câncer de brônquios e de pulmões
4º – Doença isquêmica crônica do coração
5º – Pneumonia bacteriana
6º – Doença Alcoólica do Fígado
7º – Causas mal definidas e as não especificadas de mortalidade
8º – Diabetes mellitus
9º – Dengue
10º – Câncer do cólon (intestino)
Segundo a gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção à Saúde da SES-DF, Mélquia Lima, é preciso avaliar os casos em que as doenças causaram mais óbitos.
“O aumento no ranking de algumas doenças é um alerta para sensibilizar as pessoas a buscar os serviços de saúde e para a necessidade de qualificar a rede na detecção precoce e no tratamento em tempo oportuno, como é o caso dos cânceres de mama, de brônquios e pulmões e cólon (intestino), bem como da doença isquêmica crônica do coração”, explica Lima.
1º – Infarto agudo do miocárdio
2º – Agressões por arma de fogo
3º – Diabetes mellitus
4º – Câncer de mama
5º – Doença Alcoólica do Fígado
6º – Câncer de brônquios e de pulmões
7º – Complicações de cardiopatias e doenças cardíacas mal definidas ou não especificadas
8º – Insuficiência cardíaca
9º – Acidente Vascular Cerebral (AVC)
10º – Pneumonia por microrganismo não especificada
Em 2014, o câncer de mama estava na quarta colocação do ranking no ranking de causas de óbito e, em 2024, apareceu na segunda posição.
Já o câncer dos brônquios e dos pulmões subiu da sexta para a terceira colocação. Em 2024, o câncer de intestino (cólon) entrou para as 10 doenças com maiores causas de óbito, saindo da 19ª posição para a décima.
No entanto, o maior crescimento ficou com a dengue: saltou da 146ª posição, em 2014, para a 9ª em 2024.
Reduções
A pasta destacou a redução de mortes causadas por agressão com disparo de arma de fogo. De 2014 e 2024, o número caiu de 211 para 62 ocorrências, o suficiente para fazer essa causa de morte ir do segundo lugar para a 29ª posição.
Também chama a atenção os óbitos decorrentes de diabetes mellitus: em 2014, foram 166 casos, ocupando o terceiro lugar. Dez anos depois, 129 ocorrências fizeram a doença cair para a oitava posição.
Para Mélquia Lima, o cuidado em saúde oferecido pelos serviços da rede pública pode ter contribuído para a redução dos casos de óbitos por diabetes.
Reação
O DF enfrentou uma epidemia de dengue entre 2023 e 2024. Segundo a pasta, uma série de medidas foi adotada. E por isso, houve uma queda de 96% nos casos.
A pasta ainda afirmou ter adotado ações consistentes para combater o câncer, a exemplo do programa “O Câncer Não Espera. O GDF Também Não”.
No âmbito do programa, segundo a secretaria, é possível mensurar as reduções: de março de 2025 a janeiro de 2026, a lista para consulta de oncologia caiu 52,3%, de 889 para 424 pessoas, considerando a inserção de mais de 300 novos casos por mês.
Mortes prematuras
Segundo Mélquia Lima, o recorte da população de 30 a 69 anos é realizado em vários países a fim de compreender melhor os óbitos de pessoas em faixas etárias abaixo da expectativa de vida da população. Por esse motivo, tratam-se de mortes chamadas de “prematuras”.
Vale ressaltar que o DF possui a maior expectativa de vida do Brasil, com média de 79,7 anos, superando a média nacional (76,6 anos). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres têm expectativa de 82,9 anos e os homens 76,3 anos no DF.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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