
O governo da Venezuela contestou um alerta de segurança emitido pelos Estados Unidos que recomenda que cidadãos americanos deixem o país “imediatamente”. Em comunicado divulgado em 10 de janeiro de 2026, o Ministério do Poder Popular para Relações Exteriores afirmou que a advertência norte-americana “se fundamenta em relatos inexistentes, orientados a fabricar uma percepção de risco que não existe”.
O alerta foi publicado pelo TravelGov, órgão do Departamento de Estado dos EUA, e informa que a situação de segurança na Venezuela “permanece fluida”. Segundo o texto, com a retomada de voos internacionais, cidadãos dos Estados Unidos que estejam no país devem deixar o território venezuelano. O governo americano orienta ainda que, antes da partida, os viajantes adotem precauções adicionais e mantenham atenção ao entorno.
A comunicação dos EUA menciona a atuação de “grupos de milícias armadas montando bloqueios em estradas e revistando veículos em busca de indícios de cidadania americana ou apoio aos Estados Unidos”. O alerta recomenda vigilância ao trafegar por rodovias e o acompanhamento constante de informações divulgadas por companhias aéreas.
O Departamento de Estado classifica a Venezuela no Nível 4: Não Viaje, o mais alto de sua escala de risco. A avaliação cita “riscos severos para americanos”, incluindo “detenção injusta, tortura durante a detenção, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária de leis locais, criminalidade, distúrbios civis e infraestrutura de saúde precária”.
Em resposta, o governo venezuelano declarou que o país vive um cenário de “absoluta calma, paz e estabilidade”. Segundo o comunicado oficial, “todos os centros povoados, vias de comunicação, pontos de controle e dispositivos de segurança funcionam com normalidade”, e “a totalidade das armas da República se encontra sob o controle do Governo Bolivariano”, definido como “único garantidor do monopólio legítimo da força e da tranquilidade do povo venezuelano”.
O texto assinado pelo Ministério das Relações Exteriores conclui com a reafirmação do “compromisso com a proteção da paz, da estabilidade institucional e da convivência do povo venezuelano”.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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