
Belo Horizonte – A Comissão de Legislação e Justiça da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou o projeto de lei 554/2025 que dá o nome de uma rua no bairro Betânia, região oeste da capital, a uma pessoa que participou dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.O nome da rua A-4 passará a ser Rua Cleriston Pereira da Cunha, que é conhecido como “Clezão”.
O projeto de lei aprovado nesta terça-feira (24/3) é de autoria do vereador Irlan Melo (Republicanos). Durante a discussão, o vereador Edmar Branco (PC do B) apresentou parecer pela rejeição, mas foi derrubado pela comissão. O vereador Edmar argumentou que esse tipo de homenagem se dá para pessoas com trajetória reconhecida.
A conclusão do parecer foi “pela constitucionalidade, pela legalidade, pela regimentalidade, pela aprovação”.
Vai ter mais debate
O PL foi aprovado pela Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) da Casa em caráter terminativo, o que significa que não precisaria passar pelo plenário, mas o protesto de um vereador do PT deve levar a uma nova votação.
O vereador Pedro Patrus (PT) classificou como “inaceitável” dar nome a uma rua da capital mineira a um homem envolvido em “ações criminosas contra o Estado Democrático de Direito” e que “não tem nenhuma relação com a cidade”.
O petista apresentou um destaque, o que deve levar o PL para um novo debate no plenário, ainda sem data definida.
Quem foi Cleriston Pereira da Cunha
Cleriston Pereira da Cunha, participou dos atos no dia 8 de janeiro de 2023, quando foram invadidos e depredados os prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Cleriston foi preso e morreu em um banho sol, em novembro de 2023, de mal súbito, no Presídio da Papuda, em Brasília. Ele era membro de uma família de políticos do interior da Bahia. Ele morava em Brasília, mas era da Bahia, da cidade de Feira da Mata.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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