
Como em muitos outros dias durante a repressão à imigração promovida pelo governo Trump em Minnesota, manifestantes anti-ICE se reuniram em frente ao Edifício Federal Whipple, em Minneapolis, nos Estados Unidos. Desta vez, o protesto chamou atenção por um detalhe completamente fora do padrão: em vez de cartazes, pedras ou fumaça, o que apareceu em cena foram centenas de vibradores e dildos.
De acordo com reportagens publicadas em jornais americanos, os brinquedos sexuais foram arremessados contra pessoas que entravam no prédio, além de serem exibidos como forma de provocação e deboche político.
Os objetos também foram pendurados na cerca de arame que separa os manifestantes das instalações ligadas ao ICE, transformando a barreira em uma espécie de “mural” improvisado — só que com uma estética bem mais explícita do que a de um protesto convencional.
O episódio viralizou rapidamente, impulsionado por vídeos nas redes sociais mostrando sacolas cheias de vibradores sendo levadas até o local, distribuídas entre manifestantes e usadas como parte de uma performance coletiva.
Até agora, no entanto, ainda não há uma explicação oficial sobre quem organizou a ação, de onde vieram tantos itens ou se houve algum tipo de coordenação prévia.
As autoridades reagiram declarando a reunião ilegal e, segundo o gabinete do xerife, 42 pessoas foram presas após supostamente se recusarem a cumprir uma ordem de dispersão. Ainda assim, a polícia afirmou que a ordem não foi emitida apenas por causa dos brinquedos sexuais: o argumento oficial foi que havia outros fatores de risco no local, incluindo tumulto e resistência à dispersão.
Vibradores viraram “ferramenta política”
Segundo o site New York Post, essa tática explícita ecoa um fenômeno maior que passou a aparecer em Minneapolis nas últimas semanas: sex shops e lojas de produtos adultos viraram símbolos inesperados de resistência, humor político e até ajuda mútua, em meio ao endurecimento federal contra imigrantes.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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