Vídeo mostra momento da prisão de técnico que matou três em UTI no DF

Reprodução/PCDF
tecnico de enfermagem preso

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) mostra o momento em que Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, um dos técnicos de enfermagem presos por matar ao menos três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, é detido em sua residência, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF.

A prisão faz parte da Operação Anúbis, deflagrada no dia 11 de janeiro de 2026, mas que só foi revelada ao público nesta segunda-feira (19/1). Durante a operação, outras duas técnicas de enfermagem também foram detidas: Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

As mortes, inicialmente interpretadas pelos familiares como causas naturais, ocorreram nos dias 17 de novembro, 19 de novembro e 1º de dezembro de 2025, e a motivação dos crimes ainda não foi esclarecida.


As vítimas identificadas são:


No caso de Miranilde, professora aposentada, ela morreu após um dos investigados usar desinfetante aplicado com uma seringa diretamente no corpo dela. Segundo o delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão, a vítima recebeu o produto pelo menos 10 vezes. O óbito foi declarado em 17 de novembro de 2025.

O delegado explicou que os suspeitos inicialmente negaram os crimes, alegando que apenas administravam os medicamentos indicados pelos médicos. No entanto, ao serem confrontados com as provas, não demonstraram arrependimento e agiram com frieza. O grupo deve ser indiciado por homicídio doloso qualificado, considerando a impossibilidade de defesa das vítimas.

“O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informa que tomou conhecimento dos fatos noticiados pela imprensa envolvendo mortes suspeitas de pacientes em uma unidade hospitalar do Distrito Federal.

Diante da gravidade das informações divulgadas, o Coren-DF esclarece que está acompanhando o caso e instaurou procedimento de apuração para verificar eventuais implicações éticas relacionadas à conduta de profissionais de enfermagem possivelmente envolvidos, adotando as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal.

Ressalta-se que o caso também está sob investigação das autoridades competentes e tramita na esfera judicial. Dessa forma, neste momento, não é possível emitir juízo de valor ou qualquer conclusão definitiva, devendo ser respeitados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa dos envolvidos.

O Coren-DF reforça que, caso as investigações confirmem a ocorrência de conduta ilícita ou infração ética, o profissional será devidamente responsabilizado, nos termos do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.

O Conselho segue comprometido com a segurança do paciente, a ética profissional e a defesa de uma enfermagem qualificada, responsável e comprometida com a vida.”

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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