Virginia está evitando comer após virose e especialistas fazem alerta

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Virginia Fonseca contou aos seguidores que está enfrentando uma virose e que, por receio de passar mal novamente, decidiu evitar a alimentação por enquanto. Segundo ela, o medo surgiu após episódios de mal-estar associados à infecção.

Situações como essa são relativamente comuns após quadros de gastroenterite viral. De acordo com o infectologista Daniel Paffili Prestes, o organismo pode levar algum tempo para voltar ao funcionamento normal depois de episódios de vômito ou diarreia.

“Depois de uma gastroenterite, é comum a pessoa ficar com medo de voltar a comer, principalmente se teve episódios de vômito ou diarreia. Esse receio acontece porque o estômago e o intestino ficam temporariamente mais sensíveis”, explicou o especialista.

Segundo o médico, nas primeiras horas após o quadro agudo, o mais importante é garantir que o corpo permaneça hidratado. “Nesses casos, o mais importante nas primeiras horas é priorizar a hidratação, com água, água de coco, chás claros ou soro de reidratação oral. A alimentação deve ser retomada de forma gradual, começando com pequenas quantidades de alimentos leves e de fácil digestão, como arroz, banana, batata, torradas ou sopas leves”, disse.

Para quem mantém uma rotina ativa, outra dúvida frequente após esse tipo de virose é quando retomar atividades físicas.

“Para pessoas que têm uma rotina ativa ou que compartilham hábitos de saúde e bem-estar nas redes sociais, como muitos influenciadores, surge também uma dúvida comum após essas viroses: quando é seguro voltar à rotina normal, incluindo atividade física. De modo geral, a recomendação é aguardar pelo menos 24 a 48 horas sem sintomas, como vômitos, diarreia ou febre, e já estar conseguindo se alimentar normalmente. Voltar a treinar muito cedo pode favorecer desidratação e prolongar a recuperação, por isso o ideal é retomar as atividades de forma progressiva e respeitando os sinais do corpo”, explicou.

Na maioria das situações, as gastroenterites virais costumam melhorar em poucos dias. Ainda assim, alguns sintomas exigem atenção. “Na maior parte dos casos, as gastroenterites virais são autolimitadas e melhoram em poucos dias. Porém, sintomas como febre alta persistente, sangue nas fezes ou sinais de desidratação devem motivar avaliação médica”, orientou o infectologista.

A pediatra Ana Carolina Viegas explica que o termo “virose” é bastante utilizado de forma popular para diferentes tipos de infecção viral, que podem afetar vários sistemas do organismo.

“O termo ‘virose’ é usado de forma popular para infecções causadas por vírus, que podem afetar diferentes sistemas do corpo. Nas crianças, as mais comuns são as viroses respiratórias, com sintomas como febre, coriza, tosse e dor de garganta, e as viroses gastrointestinais, que provocam vômitos, diarreia, dor abdominal, febre e falta de apetite”, explicou.

Segundo a médica, esses quadros geralmente são autolimitados e tendem a melhorar com cuidados simples em casa. “Na maioria dos casos o tratamento é de suporte clínico. Os principais cuidados envolvem hidratação rigorosa, com água ou soro de reidratação oral em pequenas quantidades frequentes, manter uma alimentação leve e de fácil digestão, controlar sintomas como febre quando necessário e garantir descanso e observação clínica”, falou.

Ela ressalta que a desidratação é uma das maiores preocupações, principalmente entre crianças. “A principal preocupação nesses quadros é a desidratação, especialmente em crianças pequenas. Por isso é importante observar sinais de alerta”.

Entre eles estão vômitos persistentes, dificuldade para ingerir líquidos ou sintomas que indiquem agravamento da infecção. “É importante procurar atendimento médico se houver vômitos persistentes que impeçam a ingestão de líquidos, sinais de desidratação como boca seca ou pouca urina, febre alta ou persistente, sangue nas fezes, dor abdominal intensa ou sonolência excessiva. Esses sinais podem indicar desidratação ou uma infecção mais grave”, pontuou.

A pediatra também lembra que viroses são frequentes dentro das famílias e podem se espalhar rapidamente.

“Viroses são muito comuns na infância e muitas vezes passam de um membro da família para outro, como aconteceu nesse caso. Na maioria das vezes o tratamento é hidratação, controle dos sintomas e observação. Mas os pais precisam ficar atentos a sinais de alerta, principalmente desidratação, vômitos persistentes ou febre alta, que indicam a necessidade de avaliação médica”, finalizou.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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