Virginia revela problema de saúde de Maria Alice: "Ela é determinada". Veja vídeo

Quem acompanha as redes sociais de Virginia Fonseca sabe que, vira e mexe, ela tem crises de enxaqueca e sente fortes dores de cabeça.

Nos stories do Instagram, na terça-feira (3/2), ela contou que precisou tomar uma decisão para ajudar a menina: “Mariazinha parou de comer chocolate preto porque estava dando dor de cabeça e foi muito fofinha”, começou ela, antes de completar:

“Porque eu só falei assim: ‘Maria, a mamãe também sente dor de cabeça quando come chocolate preto, por isso eu só como o branco’. E antes ela não comia o branco de jeito nenhum e começou a comer. Ela é muito determinada quando é para se cuidar”, afirmou Virginia.

Alimentação pode aliviar crises

A alimentação pode ajudar no controle da enxaqueca, mas não substitui o tratamento médico: “A doença é genética, com cerca de 180 loci [locais específicos no genoma] que predispõem à enxaqueca, mas fatores hormonais e ambientais também interferem. Estresse, sono irregular e excesso de estímulos tornam as crises mais frequentes e intensas”, explicou o neurologista Tiago de Paula.

Alguns alimentos funcionam como gatilhos, outros como cronificadores. “O vinho, por exemplo, é um gatilho. Já café e chocolate são cronificadores: estimulam o cérebro e, em excesso, podem provocar dores de cabeça ou crises de rebote”, detalhou ele.

A nutróloga Marcella Garcez complementou: “Algumas pessoas são sensíveis à cafeína e mesmo pequenas doses podem desencadear dores. Quem toma café diariamente pode sentir cefaleia se deixar de tomar por um dia”.

Como aliviar crises de enxaqueca

Para aliviar crises, os especialistas indicam alimentos ricos em selênio e magnésio, como castanha-do-pará, vegetais verde-escuros, grão de bico, atum e canela. “Evitar fast-food, frituras, comidas gordurosas, bebidas alcoólicas e estimulantes é fundamental. Chás relaxantes, como camomila, hortelã e erva-cidreira, também ajudam”, disse Marcella.

O manejo alimentar funciona melhor aliado ao tratamento clínico. “Além de ajustes na dieta e no estilo de vida, usamos terapias com evidência científica, como toxina botulínica e medicamentos Anti-CGRP. Em casos crônicos, a combinação dessas abordagens é mais eficaz”, explicou o neurologista.

“A avaliação individual é essencial para identificar gatilhos e cronificadores, definindo o melhor plano de tratamento para cada paciente e garantindo maior controle das crises”, finalizou a nutróloga.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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