
Infusão de água com caule, folhas, cascas ou sementes, o chá é uma bebida milenar associada a momentos de relaxamento, alívio de dores e até mesmo ajuda a combater algumas doenças. Entretanto, mesmo democrática e repleta de benefícios, alguns pacientes precisam ter cautela na hora de consumir a bebida.
Ouvida pela coluna Claudia Meireles, a nutricionista Luciana Matoso explique que não é porque são naturais que os chás podem ser consumidos sem restrições. “Eles têm princípios ativos que podem causar efeitos adversos dependendo da dose, da frequência e do perfil da pessoa que estiver bebendo”, alerta a especialista.
Contraindicações do chá
A nutricionista destaca que em gestantes e lactantes algumas plantas podem estimular contrações uterinas, alterar pressão arterial e até interferir na formação fetal. Alguns exemplos são os chás de canela, cravo-da-índia, boldo, arruda, sene, arnica ou hibisco em excesso.
“Pessoas que usam medicamentos precisam ter cuidado com interações com a erva-de-são-joão, que pode interferir com antidepressivos, anticoncepcionais e ansiolíticos. O chá verde em excesso, por sua vez, pode interferir na absorção de ferro e alterar a pressão”, explica Luciana Matoso.
Chás estimulantes com cafeína, como o chá preto, o chá mate e o chá verde, devem ser consumidos com cautela por pessoas com problemas cardiovasculares, como arritmias, e também por aqueles que têm ansiedade.
“Eles podem aumentar a frequência cardíaca, elevando a pressão; intensificar dores estomacais; piorar refluxos gastroesofágicos; intensificar a ansiedade; e provocar ou piorar quadros de insônia”, finaliza a nutricionista.

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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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