Vorcaro não deve mais sair da cadeia e irá emendar preventiva com pena

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Foto colorida do banqueiro Daniel Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro não deve mais deixar a prisão. A coluna apurou que não há disposição no Supremo para que ele aguarde a sentença em regime domiciliar.

O caso se assemelha ao do ex-presidente Jair Bolsonaro, que já estava em regime fechado quando começou a cumprir a pena. O período em que Vorcaro permanecer em prisão preventiva será descontado do total da pena a ser cumprida.

A prisão antes da sentença foi motivada pelo entendimento do Supremo de que Vorcaro atuaria para prejudicar as investigações.

Vorcaro iniciou um processo de delação premiada e, em troca de informações, sua defesa irá negociar a redução da pena. Ainda assim, ele deverá cumprir parte da condenação em regime fechado, apurou a coluna.

O julgamento só deve ser concluído em 2027 considerando a quantidade de pessoas envolvidas e informações recolhidas nas buscas e apreensões.

O empresário também terá de pagar uma multa que, segundo estimativas, pode ser a maior já aplicada em um acordo de delação premiada.

O valor será calculado com base no montante pago em propina e no prejuízo causado aos clientes do banco e ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito). A multa, contudo, não deve ultrapassar o patrimônio de Vorcaro, considerando-se que ele não teria condições de arcar com valores superiores.

A maior multa já aplicada em um acordo de delação premiada no Brasil foi a do grupo Odebrecht (atual Novonor), no âmbito da Operação Lava Jato, no valor de R$ 8,5 bilhões. O pagamento dividido ao longo de 23 anos. A J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, foi multada em R$ 10 bilhões, mas conseguiu reduzir o valor para R$ 3,5 bilhões.

Vorcaro está preso em regime fechado desde o último dia 4 de março. Ele, porém, já havia sido detido em 17 de novembro, quando permaneceu 12 dias preso antes de obter autorização para cumprir medidas com tornozeleira eletrônica.

O banqueiro é acusado de fraudar o sistema financeiro ao oferecer investimentos lastreados em balanços fraudados. Ministro da Fazenda quando o esquema foi desbaratado, Fernando Haddad classificou o caso como “a maior fraude bancária da história do Brasil”. O prejuízo ao sistema financeiro chega a R$ 56 bilhões. A multa, portanto, será acima desse valor, considerando a propina paga a servidores públicos.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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