
Já está claro que Daniel Vorcaro foi às compras para ter proteção política e jurídica nos altos escalões desta nossa vilipendiada república, no caso de as coisas darem errado.
Esses investimentos em proteção renderam a tentativa de interferência nas investigações sobre os crimes do dono do Banco Master, depois do desabamento da pirâmide financeira montada por ele, mas não foram suficientes para livrá-lo da cadeia, como pretendido.
É que ainda há instituições funcionando no país, graças a abnegados, além de muita gente não ter entregado tudo o que vendeu.
Entre as questões suscitadas pela rede de subornos operada por Vorcaro, há uma essencial: nos altos escalões da república, sabia-se dos crimes financeiros do dono do Master enquanto eram cometidos?
Em outras palavras, os personagens estratosféricos comprados por Vorcaro foram seus cúmplices no estelionato gigantesco que ele perpetrou?
É pouco crível que eles achassem, de verdade, que o dono do Master fosse apenas um sujeito ambicioso que procurava furar o bloqueio da grande banca por meio de jogadas arriscadas, mas ainda dentro da legalidade, para conquistar um lugar ao sol.
Ainda há muito material a ser extraído dos celulares do dono do Master, e talvez a resposta sobre se ele comprou também cumplicidade comece a ser dada por mensagens que trocou. A depender do que a PF descobrir, abre-se uma avenida para a delação premiada de Vorcaro, se ela vier mesmo a ocorrer.
A propósito do caso Master, Alexandre de Moraes largou a mão de Dias Toffoli. O meu Macallan com pouco gelo, please. Tchim -tchim.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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