Zambelli deve ficar em cadeia onde está preso casal que assou criança

Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Ex-deputada federal Carla Zambelli

Prestes a ser extraditada ao Brasil, a ex-deputada federal Carla Zambelli (foto em destaque), que viajou para a Itália após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), deve ficar na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF) caso termine por cumprir pena em território nacional. Conhecida como Colmeia, a penitenciária tem como detentas as mulheres que esquartejaram e assaram em churrasqueira um menino de 9 anos, em 2019. O caso chocou o país.


Relembre o caso


 

Veja fotos da Colmeia, que deve receber Carla Zambelli:

Defesa de Zambelli deve recorrer

A Justiça da Itália autorizou, nesta quinta-feira (26/3), a extradição de Carla ZambelliA defesa dela ainda deve recorrer à última instância da Justiça italiana, a Corte de Cassação de Roma. A decisão final, de acordo com a legislação italiana, será tomada pelo ministro da Justiça, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar a decisão.

A ex-parlamentar foi condenada pelo STF em dois processos: por ter sido mentora intelectual de invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, e por porte ilegal de arma de fogo ao perseguir um homem na rua apontando-lhe um revólver, em 2022. Somadas, as penas chegam a 15 anos e 11 meses de prisão.

Após a condenação pela invasão ao sistema do CNJ, Zambelli fugiu do Brasil para a Itália. A Procuradoria-Geral da República (PGR) do Brasil solicitou a prisão preventiva da ex-parlamentar, pedido que foi acolhido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Já a segunda sentença veio quando ela já estava fora do país.

Em 29 de julho de 2025, Zambelli foi presa em um apartamento na Itália, em Roma. A prisão foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que apontou “grave risco de fuga” caso a parlamentar permanecesse em liberdade.

Após as condenações, a Câmara dos Deputados abriu um processo para cassar o mandato de Zambelli. O processo não obteve os votos necessários dos colegas deputados, e o pedido de cassação foi arquivado, em dezembro do ano passado. Contudo, dias depois, o STF anulou a votação e determinou a perda do cargo de deputada. Em seguida, Carla renunciou.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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