
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (23/3) que o governo de Vladimir Putin estaria fornecendo apoio de inteligência ao Irã, o que, segundo ele, contribui para prolongar o conflito que perdura no Oriente Médio.
Em pronunciamento, Zelensky disse que a inteligência militar ucraniana identificou provas da cooperação entre Moscou e Teerã. Para o ucraniano, os russos estariam utilizando capacidades próprias de inteligência eletrônica, além de dados obtidos por meio de parcerias no Oriente Médio.
“Há evidências crescentes de que os russos continuam a fornecer apoio de inteligência ao regime iraniano. Esta é claramente uma atividade destrutiva e deve ser interrompida, pois só leva a uma maior desestabilização”, disse.
Segundo Zelensky, o apoio russo ao Irã contribui para aumentar a precisão de ataques e sustentar o regime iraniano, o que, na avaliação de Kiev, prolonga a guerra.
Zelensky também destacou que “todos os Estados responsáveis” deveriam atuar para evitar uma escalada maior de crises. Ele alertou ainda para impactos econômicos globais, afirmando que os mercados já reagem negativamente, com reflexos diretos sobre o preço dos combustíveis em diversos países.
A fala ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, que têm pressionado o cenário internacional e ampliado a volatilidade nos mercados de energia.
Na última semana, o Kremlin negou as acusações e classificou como falsas reportagens que apontavam o compartilhamento de dados sensíveis com o Irã. Moscou também tem adotado um discurso crítico às ações militares envolvendo Estados Unidos e aliados na região.
Posição do governo Putin
Autoridades russas, por sua vez, têm se posicionado contra a escalada do conflito. O ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, afirmou no sábado (21/3) que ofensivas conjuntas contra o Irã podem ter consequências “terríveis” e de longo prazo para a estabilidade global.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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