
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) descartou, nesta segunda-feira (9/3), ser vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) ou de qualquer outro candidato, pois seria “se vergar” a propostas com as quais ele não concorda.
A declaração se deu depois da bancada do Novo protocolar mais um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo suposto envolvimento do magistrado no caso do Banco Master.
“Eu levarei a minha pré-campanha até o final e ser vice de outro candidato de certa maneira é o Partido Novo se vergar a questões nas quais nós não concordamos. Muitos estão querendo colocar pano quente nessa questão e nós não queremos”, disse.
Como mostrado pelo Metrópoles, uma ala do PL passou a defender que o governador mineiro seja o vice de Flávio Bolsonaro, cuja candidatura é vista como consolidada e já empata nas intenções de votos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é conhecida por ser o pêndulo da eleição presidencial. Ao longo da história, o candidato que ganhou no estado, acabou levando a eleição nacional. A tradição se repete desde 1989, quando o Brasil teve a primeira eleição direta depois da ditadura militar.
Aliança com União-PP
Sem citar nomes, Zema disse que “muitos estão querendo colocar panos quentes” no inquérito que tramita no STF. Questionado sobre as citações a integrantes da cúpula do União Brasil e do Progressistas, o presidenciável descartou “totalmente” uma aliança com os partidos. “Vai deturpar o nosso DNA”, disse.
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI) foi chamado de “grande amigo” por Daniel Vorcaro em mensagens trocadas com a namorada. Já o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, teria viajado em um helicóptero fretado pelo banqueiro.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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