
Dados oficiais obtidos pela coluna por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) indicam que as 20 rodovias federais com maior número de óbitos em 2026 concentram, até o momento, 174 mortes, distribuídas em 22 trechos distintos ao longo do país. O levantamento considera um ranking com base no volume absoluto de óbitos registrados em cada rodovia e não representa o total de mortes ocorridas na malha federal.
Embora a lista reúna 20 rodovias, os dados abrangem 22 trechos, porque algumas vias aparecem mais de uma vez em municípios diferentes. É o caso da BR-101, presente na relação em pontos localizados na Bahia e no Rio de Janeiro.
No topo do ranking está a BR-423, em Saloá (PE), com 19 mortes registradas em 2026. Em seguida aparece a BR-163, em Lucas do Rio Verde (MT), com 11 óbitos. Outros três trechos contabilizaram 10 mortes cada: dois segmentos da BR-101, em Mucuri (BA) e em São Gonçalo (RJ), e um trecho da BR-242, em Boa Vista do Tupim (BA).
A distribuição territorial mostra concentração em poucos estados. O Rio de Janeiro lidera em número de trechos incluídos no levantamento, com seis, seguido pela Bahia, com três. Pernambuco, Mato Grosso e São Paulo aparecem com dois trechos cada. Os demais estados registram ocorrências pontuais.
No Centro-Oeste, o trecho da BR-163 em Lucas do Rio Verde atravessa uma das principais regiões produtoras do agronegócio brasileiro e integra um corredor utilizado para o escoamento de grãos, com tráfego intenso de veículos de carga ao longo do ano.
O ranking inclui trechos sob administração direta da União e segmentos concedidos à iniciativa privada. Nos trechos não concedidos, há contratos ativos de manutenção, obras e sinalização executados por empresas privadas. Nos trechos concedidos, o levantamento não detalha intervenções realizadas nem obrigações contratuais específicas.
Os dados obtidos via LAI não informam o tipo de acidente, o perfil das vítimas nem a data exata das ocorrências ao longo de 2026. Também não há informações sobre volume de tráfego ou extensão padronizada dos trechos, o que impede comparações por taxas.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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