Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Por que o sono fica mais superficial à medida que envelhecemos

    Por que o sono fica mais superficial à medida que envelhecemos

    monkeybusinessimages/Getty Images
    Idoso preocupado deitado na cama à noite, sofrendo de insônia. Metrópoles

    *O artigo foi escrito pela pesquisadora Elena Urrestarazu Bolumburu, do Servicio de Neurofisiología Clínica, Universidade de Navarra, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.

    Com o passar dos anos, é normal perceber que nosso sono muda. Dormimos menos horas, acordamos mais vezes durante a noite e temos mais dificuldade para pegar no sono. Na verdade, existe uma ideia generalizada de que os idosos precisam de menos descanso noturno.

    Mas as evidências científicas sugerem que o problema não é uma menor necessidade, mas uma menor capacidade de gerar um sono profundo e contínuo. O cérebro envelhecido continua precisando descansar, mas tem mais dificuldade para fazê-lo bem. Ele continua “dormindo”, mas de forma mais superficial. É como se o interruptor que mantém o sono estável perdesse firmeza com o passar do tempo.

    O que ocorre no cérebro

    Um dos principais fatores para o pior descanso com o avanço da idade é a perda de estabilidade do sistema que regula o sono e a vigília. No cérebro jovem, esse sistema funciona como um interruptor firme: ou estamos acordados ou estamos dormindo. À medida que envelhecemos, alguns neurônios responsáveis por promover e manter o sono vão se perdendo, e outros que sustentam a vigília também se enfraquecem. Como consequência, o cérebro muda de estado com maior facilidade, o que favorece um sono mais leve e fragmentado.

    A isso se soma o envelhecimento do relógio biológico. O núcleo supraquiasmático, um grupo de neurônios que coordena os ritmos circadianos de todo o organismo, continua funcionando, mas o dia se torna mais curto e seu “fim” se antecipa. Além disso, seu sinal se torna menos intenso. Isso faz com que os idosos tendam a adormecer e acordar mais cedo, e explica por que o sono noturno é menos consolidado e mais sensível a estímulos externos, ao mesmo tempo em que aumenta a sonolência durante o dia. O cérebro recebe um sinal menos claro de quando deve dormir e quando deve permanecer acordado.

    Outra mudança importante afeta a chamada pressão do sono, que se acumula ao longo do dia e nos leva a dormir à noite, e que depende em parte de uma substância conhecida como adenosina. Com o envelhecimento, o cérebro continua acumulando cansaço, mas responde pior a esse sinal. Embora a necessidade de dormir continue existindo, é mais difícil traduzi-la em um sono profundo e contínuo.

    Além disso, esse sono profundo, fundamental para a recuperação cerebral, também é diretamente afetado pelas mudanças estruturais do cérebro. Essa fase do sono é gerada principalmente nas regiões frontais, que com a idade perdem espessura e conexões. Como resultado, as ondas cerebrais lentas que caracterizam o sono profundo tornam-se mais fracas e menos frequentes — especialmente no início da noite —, quando antes eram mais abundantes.

    Durante o sono, o cérebro também emite sinais breves que ajudam a consolidar as memórias do dia. Com o envelhecimento, esses sinais diminuem e se coordenam pior com o sono profundo. Isso contribui para que a aprendizagem e a memória se tornem menos eficientes, mesmo em idosos saudáveis.

    Por fim, o envelhecimento afeta as conexões que permitem que as diferentes regiões do cérebro trabalhem de forma sincronizada durante a noite. Embora os neurônios que geram o sono continuem presentes, seus sinais se propagam com menos eficácia. O resultado é um sono menos profundo, mais fragmentado e menos reparador.

    É importante destacar que, embora o sono do idoso saudável seja mais frágil, essas mudanças não implicam necessariamente em problemas cognitivos, mas são consideradas parte natural do envelhecimento fisiológico do cérebro.

    Nem tudo é biologia

    A essas mudanças biológicas somam-se fatores não estritamente cerebrais que influenciam de forma decisiva o sono do idoso e que, muitas vezes, interagem com os mecanismos neurobiológicos já descritos. A perda de rotinas diárias, como horários de trabalho regulares, atividade física estruturada ou exposição constante à luz natural, enfraquece os sinais externos que ajudam a sincronizar o relógio biológico, ampliando a fragmentação do sono.

    Nesta fase da vida, são mais frequentes distúrbios do sono como a insônia e a apneia obstrutiva do sono, que vão fragmentá-lo. Ao mesmo tempo, uma maior incidência de doenças crônicas, como dor persistente, doenças cardiovasculares ou respiratórias e distúrbios do humor, provoca despertares noturnos adicionais e reduz a continuidade do descanso.

    A isso se soma o uso frequente de medicamentos que, embora necessários, podem alterar a arquitetura do sono: desde hipnóticos e ansiolíticos que modificam o sono profundo, até antidepressivos, betabloqueadores ou diuréticos que interferem no início, na estabilidade ou na continuidade do sono.

    Em conjunto, esses fatores atuam como moduladores que, por si sós, não explicam o envelhecimento do sono, mas podem intensificá-lo e torná-lo clinicamente relevante quando se sobrepõem a um cérebro já mais vulnerável.

    Quando o sono deixa de ser “normal”: deterioração cognitiva e demência

    Nos últimos anos, tem-se acumulado evidências crescentes sobre os efeitos nocivos da privação do sono e dos distúrbios do sono na saúde cerebral. Dormir mal não está associado apenas a um pior desempenho cognitivo a curto prazo, mas também a um maior risco de deterioração cognitiva e demência a longo prazo.

    Esse interesse crescente colocou em foco o sono dos idosos, uma fase da vida em que o descanso muda de forma quase universal. Mas um dos maiores desafios atuais é traçar uma linha clara entre as alterações do sono que fazem parte do envelhecimento normal, sem consequências físicas ou mentais negativas, e aquelas que podem constituir uma manifestação precoce de processos neurodegenerativos ainda subclínicos. Diante de uma pessoa que, com a idade, começa a perceber uma piora nas características do seu sono (mais despertares, sono mais superficial, etc.), não existem biomarcadores que permitam determinar se essas são mudanças normais e esperadas com a idade ou se, de fato, trata-se de uma manifestação de processos neurodegenerativos.

    Embora seja normal que o sono se torne mais leve com a idade, algumas alterações vão além do esperado e podem indicar um envelhecimento cerebral não saudável. Um dos principais sinais de alerta é uma fragmentação acentuada e progressiva do sono, com múltiplos despertares noturnos prolongados e uma sensação persistente de descanso não reparador, mesmo quando o tempo total na cama é adequado. Ao contrário do envelhecimento normal, nesses casos o sono perde estabilidade e continuidade.

    Outro sinal relevante é o aparecimento ou o agravamento rápido da sonolência diurna excessiva, especialmente quando interfere nas atividades cotidianas ou surge de forma desproporcional em relação às horas dormidas. Esse padrão sugere uma perda da capacidade do sono de cumprir sua função restauradora.

    Do ponto de vista neurocognitivo, é especialmente preocupante a coexistência de distúrbios do sono com alterações cognitivas sutis, como dificuldades recentes de memória, atenção ou aprendizagem, mesmo que ainda não atendam aos critérios de deterioração cognitiva. Estudos indicam que essa combinação pode refletir processos neurodegenerativos incipientes.

    Também são considerados sinais de alarme alterações qualitativas do sono, mais do que seu simples encurtamento: desaparecimento quase completo do sono profundo, redução clara do sono REM ou uma inversão progressiva do ritmo sono-vigília, com maior atividade noturna e sonolência diurna. Esses padrões não são típicos do envelhecimento saudável.

    Por fim, merece atenção a necessidade crescente de uso de hipnóticos ou sedativos para dormir, bem como a perda brusca de eficácia de tratamentos que antes funcionavam. Nesses casos, o problema geralmente não é apenas de insônia, mas de uma alteração subjacente dos mecanismos cerebrais do sono. Todos esses sinais, por si sós, não permitem diagnosticar uma doença neurodegenerativa, mas indicam a conveniência de avaliar o sono como um possível marcador precoce de risco, especialmente quando as mudanças são recentes, progressivas e associadas a alterações cognitivas.The Conversation

     

  • Motorista bêbado causa morte de sobrinho e atropela PRF em acidente

    Motorista bêbado causa morte de sobrinho e atropela PRF em acidente

    Divulgação/PRF
    Acidente em BR no Paraná matou jovem

    Um homem de 35 anos foi preso na noite desse sábado (28/3) após provocar, embrigado, um acidente na BR-369, em Arapongas (PR), que terminou com a morte do próprio sobrinho de 16 anos, que era passageiro do veículo.

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atendia um acidente ocorrido cerca de 40 minutos antes, quando o motorista do carro que causou o acidente freou bruscamente, perdeu o controle do veículo e invadiu a contramão, batendo de frente com um carro que aguardava remoção.

    O carro atingido foi arremessado com o impacto e atingiu um policial que trabalhava na ocorrência. O agente sofreu uma fratura na fíbula.

    A PRF afirma que o local de atendimento do acidente anterior estava devidamente sinalizado em ambos os sentidos da via, com viaturas, cones e dispositivos luminosos ativos.

    O motorista foi preso em flagrante por embriaguez ao volante, homicídio culposo e lesão corporal culposa.

  • Homem morre em hospital no DF após levar estocadas de faca na barriga

    Homem morre em hospital no DF após levar estocadas de faca na barriga

    Reprodução/ Freepik
    Cena de crime, fitas de crime, polícia

    Um homem, ainda sem identificação, morreu no Hospital Regional de Brazlândia, no Distrito Federal, após ser esfaqueado na barriga. O crime ocorreu na madrugada deste domingo (29/3), no Setor Veredas.

    A Polícia Militar foi acionada para atender o caso. No local, encontraram a vítima ainda com vida, mas em estado grave. Ele foi socorrido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

    A 18ª Delegacia de Polícia investiga o homicídio e tenta identificar o autor do crime.

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    Patriarcado Latino de Jerusalém afirmou que foi a 1ª vez em séculos que líderes cristãos foram barrados de participar da tradicional missa

  • Explosões: base da Guarda Municipal no Entorno do DF é atacada com coqueteis molotov. Veja vídeo

    Explosões: base da Guarda Municipal no Entorno do DF é atacada com coqueteis molotov. Veja vídeo

    A base da Guarda Civil Municipal (GCM) de Cidade Ocidental (GO), no Entorno do Distrito Federal, foi atacada nesse sábado (28/3) com coquetéis molotov. Imagens das câmeras de segurança no interior da unidade mostram o momento das explosões.

    As imagens registram o arremesso dos coquetéis molotov contra o pátio da unidade, atingindo uma das viaturas estacionadas. Ao todo, quatro artefatos foram lançados, colocando em risco a estrutura do prédio, os veículos oficiais e a integridade dos agentes de plantão.

    Para identificar os autores do crime, a GCM deflagrou a Operação Fogo contra Fogo. A iniciativa visa intensificar o patrulhamento, ampliar a presença ostensiva nas ruas e avançar nas investigações para identificar e responsabilizar os responsáveis pelo ataque.

    De acordo com o comandante da GCM de Cidade Ocidental, Bruno Lucena, essa ação criminosa não vai intimidar os agentes. “Vamos dar uma resposta à altura, porque aqui bandido não se cria e vamos ter mais reforço de segurança”, afirmou. Lucena reforçou que qualquer informação sobre os criminosos pode ser repassada pelos contatos 61 98522-2275 ou 61 9653-7851.

    A operação se estendeu pela madrugada deste domingo (29/3), com equipes atuando em bairros como Parque Nova Friburgo A e B, Araguari I e II, Ocidental Park, Centro, Estrela D’Alva III e Remanso, além de pontos comerciais estratégicos.

    A Guarda informou que a operação continuará nos próximos dias.

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    Metrópoles Endurance: veja as fotos dos pódios do triathlon standard

    Prova fechou o Metrópoles Endurance neste domingo (29/3), em evento realizado no Pontão do Lago Sul

  • Polícia flagra venda irregular de remédios para emagrecer em SP

    Polícia flagra venda irregular de remédios para emagrecer em SP

    Getty Images
    Canetas emagrecedoras. Metrópoles

    A Polícia Civil prendeu em flagrante uma mulher de 37 anos, nessa sexta-feira (27/3), em Jarinu, no interior do estado de São Paulo. Segundo as investigações, ela era responsável pela venda irregular de remédios para emagrecer.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais civis se passaram por interessados na compra do produto. Durante a abordagem, a indiciada foi flagrada pelos agentes com quatro ampolas, seringas descartáveis e materiais para a refrigeração do produto dentro de um veículo.

    A Polícia Civil afirma que a mulher confessou que tinha a intenção de vender cada dose por R$ 570. Ainda segundo os policiais, a indiciada permitiu acesso ao seu celular para que a investigação tivesse sequência.

    Na Delegacia de Jarinu, o caso foi registrado como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto terapêutico ou medicinal.

    Alertas

    Desde o ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem emitido uma série de alertas a respeito da comercialização irregular de canetas emagrecedoras e insumos para a produção de remédios para emagrecimento.

    A Anvisa afirma que medicamentos com GLP-1 estão sujeitos à prescrição médica, com retenção da receita. O uso de medicamentos não aprovados dificulta, inclusive, a rastreabilidade, o que pode afetar a identificação em caso de danos à saúde.

    Segundo a Anvisa, “nenhum medicamento pode ser comercializado no Brasil com orientações ou bula em língua estrangeira, o que implica riscos aos pacientes, como dificuldade de compreensão para o paciente e erros de administração”, afirmou, em nota divulgada em novembro.

  • Professor revela termo que indica uso de IA por alunos em tarefas

    Professor revela termo que indica uso de IA por alunos em tarefas

    Professor revela palavra que indica uso de IA por alunos em tarefas

    Um professor universitário afirmou que existe um termo que “denuncia” que um aluno utilizou inteligência artificial em trabalhos acadêmicos. Matt Prince, docente de marketing de influência e marca pessoal na Escola de Comunicação da Universidade Chapman (EUA), polemizou ao dizer que a expressão “além disso” pode indicar que a tarefa do estudante não é autêntica.

    “Nunca ouvi um jovem de 20 anos usar ‘além disso’ na vida, mas vi essa palavra aparecer em vários trabalhos enviados neste semestre”, contou em um vídeo publicado no TikTok.

    O professor terminou seu vídeo incentivando os alunos a lerem seus trabalhos antes de enviá-los, para garantir que soassem como algo que eles mesmos escreveriam. “Eu adoro IA, mas certifique-se de usá-la para ajudar e auxiliar no seu processo de pensamento, e não para substituí-lo.”

    Professor Matt
    Professor Matt

    Repercussão

    Nos comentários, muitos internautas tiveram uma reação negativa à fala de Matt e questionaram se poderiam ser penalizados apenas por terem um vocabulário rebuscado.

    “Além disso, assim, ademais, de acordo com e portanto fazem parte do meu vocabulário”, escreveu uma pessoa. Outra acrescentou: “A situação está crítica se os alunos não puderem usar a palavra ‘além disso’ em um trabalho acadêmico.”

    Um terceiro disse: “Será que agora eles devem escrever trabalhos como se estivessem enviando mensagens de texto ou conversando ao telefone?”.

    No ano passado, o uso de travessões foi discutido como possível indício de que o texto era gerado por IA.

  • Soldados israelenses atacam equipe da CNN na Cisjordânia

    Soldados israelenses atacam equipe da CNN na Cisjordânia

    Episódio foi registrado em vídeo pela emissora durante cobertura de um ataque de colonos israelenses