Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • No Acre, projeto de lei propõe incluir Mounjaro na rede pública de saúde

    No Acre, projeto de lei propõe incluir Mounjaro na rede pública de saúde

    Um projeto de lei foi protocolado na Assembleia Legislativa do Acre neste mês de março e inclui medicamentos para o tratamento da diabetes tipo 2 e obesidade da classe de agonistas de GLP-1 e GlP, especialmente tirzepatida, conhecida comercialmente como Mouniaro, no Sistema Único de Saúde do Estado do Acre – SUS-AC. A proposta é do deputado Clodoaldo Rodrigues (Republicanos).

    De acordo com a proposta, a inclusão do medicamento deverá observar a avaliação prévia pelo Comilê de Farmácia e TeÍapeutica do SUS-AC quanto à eficácia, segurança e custo e benefício dos medicamentos; indicação dos medicamentos conforme diretrizes clínicas reconhecidas pelo Ministério da Saúde e sociedades médicas especializadas e critérios de elegibilidade dos pacientes, preferencialmente em conformidade com protocolos científicos atuais.

    A nova norma determina que o SUS-AC fique responsável por garantir a dispensação gratuita dos medicamentos aos pacientes elegíveis; acompanhamento clínico integral, incluindo consultas médicas, de enfermagem e avaliações periódicas de efeito terapêutico, apoio multiprofissional, com acesso a nutricionistas, psicólogos e educação em saúde, quando indicado.

    A dispensação dos medicamentos será condicionada a prescrição médica regular e específica, inclusão do paciente em protocolo de acompanhamento e monitoramento e relatórios clínicos periódicos para avaliação de continuidade do tratamento.

    Segundo a minuta da lei, o governo pode firmar convênios ou parcerias com instituições públicas e privadas qualificadas para fins de capacitação de profissionais de saúde, pesquisa e desenvolvimento de programas de educação contínua sobre o uso seguro e racional dos medicamentos.

    O deputado Clodoaldo Rodrigues, autor da proposta, destaca que o PL visa autorizar o Poder Executivo do Estado do Acre a adotar medidas que possibilitem a ampliação do acesso a medicamentos destinados ao tratamento. “As doenças crônicas não transmissíveis, em especial a diabetes tipo 2 e a obesidade, representam grave problema de saúde pública no Estado do Acre, impactando de forma significativa os serviços de atenção básica, os atendimentos ambulatoriais, as internações hospitalares e os custos assistenciais associados às complicações decorrentes dessas patologias. Em resposta a essa realidade, outros entes federativos já têm avançado em iniciativas legislativas alinhadas à matéria proposta. No Estado de Rondônia, a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei que inclui medicamentos como Mounjaro e Saxenda (liraglutida) na oferta de medicamentos pelo SUS estadual, integrando Programa de Assistência lntegral à obesidade e ao Diabetes Mellitus tipo 2 no âmbito daquele estado. No âmbito federal, no Congresso Nacional tramitam projetos de lei voltados à inclusâo de medicamentos análogos ao GLP-1, popularmente conhecidos por sua utilização no tratamento da obesidade e de doenças metabólicas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), demonstrando consenso crescente sobre a importância da matéria para a saúde pública”, justifica o deputado.

    Editor de política do ac24horas e jornalista atuante em jornais on-line há mais de 20 anos. Atualmente é CEO do Ecos da Notícia e Hoster do programa semanal Boa Conversa que é transmitido ao vivo todas as sextas-feiras, às 11 horas da manhã

  • Jovem reage a assalto, derruba moto de suspeitos e um acaba preso em Cruzeiro do Sul

    Jovem reage a assalto, derruba moto de suspeitos e um acaba preso em Cruzeiro do Sul

    Em plena luz do dia, nessa terça-feira, 24, dois homens com facas em uma motocicleta, tentaram roubar a moto de um cidadão na Avenida Lauro Müller, em Cruzeiro do Sul. A vítima conseguiu derrubar os dois e escapou da ação criminosa. Os acusados fugiram a pé. Um deles, identificado como Weslei, foi preso em seguida […]

  • O STF quis matar politicamente Bolsonaro, mas ele se recusa a morrer

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Ex-presidente Jair Bolsonaro durante encerramento do 1° Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal PL -- Metrópoles

    O STF quis matar politicamente Jair Bolsonaro, a prisão quase o matou fisicamente, mas o homem se recusa a morrer.

    Aí está ele em prisão domiciliar, que lhe foi proporcionada por Daniel Vorcaro, não por Alexandre Moraes, que a concedeu a evidente contragosto, basta ver a decisão cheia de resmungos e de medidas cautelares impostas ao ex-presidente, para não falar do humanitarismo chantagista com prazo de 90 dias.

    Não estivesse acossado pelo escândalo do Banco Master, que revelou a sua perigosa proximidade com Vorcaro, o ministro não teria concordado em mandar Bolsonaro para casa, essa é a verdade.

    Houve ainda a pressão interna no STF, que levou em conta que seria péssimo para Moraes e, por extensão, para o tribunal que Bolsonaro viesse a morrer em uma penitenciária. Já basta a morte de Clezão ter sido debitada na conta do STF. Não havia sentido em correr esse risco, em especial neste momento.

    Com a prisão domiciliar cheia de condicionantes, Moraes e os seus compadres do STF acreditam que a pressão do lado bolsonarista em relação ao caso Master diminuirá (não que estivesse muito grande) por ordem de Flávio, o filho candidato, que só apôs o jamegão no pedido de CPI do Master depois de ultrapassado o mínimo de assinaturas necessárias. Foi para não dizer que ele não falou das flores, e Flávio já ajoelhou no altar do arrependimento, o que o rapaz nega de pés juntos, como se juramento de político valesse alguma coisa.

    A primeira má notícia para os ministros é que a ida de Bolsonaro para a prisão domiciliar não importa para o andamento do caso Master. Há uma delação aparentemente séria a caminho, há a PF incontrolável, há a imprensa destemida, há cidadãos com sangue nos olhos, e há André Mendonça, o relator terrivelmente evangélico, que não dá mostras até o momento — Deus seja louvado! — de que irá arrefecer no seu propósito expresso a Edson Fachin de salvar o STF de quem jogou o tribunal na lama.

    A segunda má notícia é que, com a prisão domiciliar concedida com tanta má vontade, Bolsonaro não perderá a imagem de vítima de perseguição judicial, promovida a partir de agora por ministros acusados de venalidade, implicados que estão com o protagonista da maior fraude financeira da história brasileira.

    A terceira má notícia para os ministros é que, apesar de todas as condicionantes que limitam o seu cotidiano em casa, o ex-presidente estará mais livre para fazer articulações que visem a catapultar o filho Flávio ao Palácio do Planalto e a atingir a meta da direita dura de fazer mais de 30 senadores nas próximas eleições, o que permitirá levar adiante o impeachment de Moraes, mesmo que ele não seja alcançado criminalmente na delação de Vorcaro, junto com Dias Toffoli. Mesmo sem os Bolsonaros, a vingança bolsonarista será inevitável, e poderá contar com o apoio das ruas.

    A quarta má notícia é que o candidato da maioria dos ministros do STF despenca a cada pesquisa de opinião.

    Entre os eleitores evangélicos, fulos com a família conservadora desfilada em latas de conserva nas evoluções da escola de samba do Rio de Janeiro que homenageou o presidente da República, a desaprovação a Lula alcança 86%, praticamente a unanimidade.

    Diante desse quadro, o chefão petista vai insistir na reeleição ou desistir dela? Ouvi de uma raposa da política brasileira que, se a desaprovação geral descer à casa dos 30%, Lula dará adeus ao sonho de um quarto mandato.

    O STF quis matar politicamente Jair Bolsonaro, a prisão quase o matou fisicamente, mas o homem se recusa a morrer. Está mais vivo a cada dia. Quem parece cada vez mais morto é o candidato da maioria dos ministros do tribunal.

  • Nikolas promete barrar projeto que criminaliza misoginia: "Aberração"

    Nikolas promete barrar projeto que criminaliza misoginia: "Aberração"

    Hugo Barreto / Metrópoles
    Nikolas Ferreira

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que vai trabalhar para derrubar o projeto de lei que criminaliza a misoginia no Brasil. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a proposta como uma “aberração” após a aprovação do texto no Senado.

    “Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”, escreveu Nikolas. A manifestação ocorreu depois de o plenário da Casa aprovar o PL nº 896, de 2023, que trata da inclusão da misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação.

    Inacreditável é a palavra…Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado.

    — Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 25, 2026

    A proposta altera a Lei nº 7.716, de 1989, conhecida como Lei do Racismo, para passar a punir crimes praticados em razão de misoginia — definida no texto como conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres. O projeto também alcança injúria e incitação ao ódio motivadas por essa condição.

    Segundo o Senado, o texto foi aprovado por 67 votos favoráveis e nenhum contrário. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados, onde Nikolas afirmou que pretende atuar para tentar derrubá-la.

    Pelo texto aprovado, a pena para esse tipo de crime é de reclusão e multa. A proposta prevê punição de dois a cinco anos de prisão nos casos enquadrados como discriminação por misoginia.

    O projeto é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), com substitutivo apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). A justificativa da proposta, conforme o Senado, é reforçar a proteção penal às mulheres e ampliar o combate a manifestações de ódio motivadas por misoginia.

  • Desaprovação de Lula sobe 53,5%; pior resultado é no Centro-Oeste

    Desaprovação de Lula sobe 53,5%; pior resultado é no Centro-Oeste

    Reprodução/YouTube Presidência da República
    Presidente Lula participa de evento em SP e faz críticas ao governador Tarcísio de Freitas - Metrópoles

    Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve oscilação negativa, atingindo 45,9%. A desaprovação, porém, subiu para 53,5%. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (25/3).

    Na comparação com fevereiro, o petista registrava 46,6% de aprovação e 51,5% de desaprovação. Os números indicam um avanço do desgaste ao longo do período.

    Entre os evangélicos a desaprovação é de 85,5%.

    No recorte por região, o pior resultado está na Os índices são melhores no Nordeste, em que a aprovação (55,6%) supera a desaprovação (43,9%).

    O levantamento também aponta empate técnico entre o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente, com o senador bolsonarista numericamente à frente, em simulação de segundo turno.

    A Atlas/Bloomberg fez 5.028 entrevistas pela internet de 18 a 23 de março, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

  • Ieptec convoca aprovados para formação de cadastro de reserva no Acre

    Ieptec convoca aprovados para formação de cadastro de reserva no Acre

    O Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) tornou pública nesta quarta-feira, 25, a convocação de candidatos aprovados em diversos processos seletivos simplificados destinados à formação de banco de cadastro reserva para atuação em cursos de educação profissional e tecnológica da rede estadual.

    Os editais abrangem tanto a modalidade de profissional bolsista docente horista, voltada à mediação em sala, quanto a de profissional bolsista não docente mensalista, voltada a atividades administrativas, acadêmicas e apoio operacional.

    No município de Plácido de Castro, os candidatos aprovados para a função de docente horista terão carga horária total de 160 horas, com contrato de 12 meses, e deverão comparecer nos dias 25, 26 e 27 de março de 2026, das 8h às 12h, no CEPT João de Deus, localizado na Rodovia AC-40, KM 3, para entrega da documentação exigida e assinatura do termo de compromisso.

    Entre os documentos solicitados estão diploma ou declaração de escolaridade, RG, CPF, título eleitoral, certidões negativas da Justiça Federal e Estadual, comprovante de residência e de conta bancária ativa, foto 3×4 e, quando aplicável, comprovação da situação funcional.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • Acre convoca professores para educação escolar indígena

    Acre convoca professores para educação escolar indígena

    A Secretaria de Estado de Administração (Sead) e a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) publicaram nesta quarta-feira, 25, o edital de convocação dos candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária de professores da Educação Escolar Indígena.

    Entre os municípios contemplados estão Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Porto Walter, Santa Rosa do Purus e Tarauacá, com professores selecionados para diversos segmentos de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, incluindo disciplinas como Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Linguagens.

    A lista completa de todos os aprovados e suas respectivas pontuações está disponível nos diários oficiais e nos editais das secretarias.

    Os candidatos convocados devem apresentar documentação completa até o dia 6 de abril de 2026, das 7h30 às 13h30, nos endereços das secretarias nos municípios listados, como Assis Brasil, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Manoel Urbano, Jordão, Tarauacá, Feijó, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves.

    Entre os documentos exigidos estão: foto 3×4, documentos de identificação, CPF, título eleitoral, certificado de reservista, diplomas e certificados escolares, certidões de nascimento ou casamento, comprovantes de endereço, declarações de aptidão legal e autodeclaração étnico-racial, além de atestado médico pré-admissional. As declarações podem ser acessadas eletronicamente no site da Sead:https://sead.ac.gov.br/comunicado/.

    Para mais informações sobre o Processo Seletivo Simplificado, os candidatos podem entrar em contato com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) pelo telefone (68) 3213-2331 ou com a Secretaria de Estado de Administração (Sead) pelo e-mail concursos.gov@gmail.com.

    Os secretários Paulo Roberto Correia da Silva (Sead) e Aberson Carvalho de Sousa (SEE) reforçam a importância da presença de todos os convocados para garantir o início das atividades nas escolas indígenas do Acre.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • Homem é arremessado de moto após colisão com carro na Avenida Ceará

    Homem é arremessado de moto após colisão com carro na Avenida Ceará

    Um acidente entre um automóvel HB20 e uma motocicleta deixou um ferido na manhã desta quarta-feira (25), na Avenida Ceará, trecho que desce do estádio José de Melo até o terminal urbano, em Rio Branco. O motociclista identificado como Charles Silva de Freitas Júnior foi arremessado a cerca de 30 metros do ponto da colisão.

    De acordo com o relato do motorista do HB20, ele descia pela Avenida Ceará quando a motocicleta tentou uma ultrapassagem pela esquerda, na contramão. No momento em que o motorista acionou o sinal de retorno para acessar a Maternidade, ocorreu a colisão.

    Charles foi lançado ao solo e permaneceu no local sem ser movido até a chegada do socorro. A conduta seguiu a recomendação de não mobilizar vítimas de acidentes de trânsito. O motorista do HB20 parou o veículo e prestou assistência ao motociclista até a chegada das equipes de atendimento.

    A Polícia de Trânsito esteve no local, realizou o teste do bafômetro no condutor do automóvel, com resultado negativo. O motorista permanecia no local até o momento da reportagem, à espera da perícia para a apuração das causas do acidente.

    Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.

  • Shampoo a seco: hairstylist explica como funciona e quando usar

    Shampoo a seco: hairstylist explica como funciona e quando usar

    Getty Images
    Shampoo a seco

    A rotina agitada exige soluções que unam praticidade e beleza em poucos minutos. Em dias corridos, o shampoo a seco surge como o melhor amigo para salvar o visual. Seja para uma reunião de última hora ou após a academia, o produto promete milagres instantâneos. Mas será que ele realmente substitui a lavagem convencional e limpa o couro cabeludo profundamente?

    Entender a tecnologia por trás desse item é essencial para não comprometer a saúde dos fios. Abaixo, desvendamos os mistérios desse aliado e como utilizá-lo sem causar danos à sua estrutura capilar.

    O que é e como surgiu o shampoo a seco

    Embora pareça uma novidade tecnológica recente, o conceito de “lavar” sem água é bastante antigo. Antigamente, utilizava-se talco ou amidos para absorver o excesso de gordura produzido pelas glândulas sebáceas. 

    Continue a leitura no site Alto Astral, parceiro do Metrópoles.

  • Quem é Ralado, do CV, que comandava rede de laranjas usada pela Fictor

    Quem é Ralado, do CV, que comandava rede de laranjas usada pela Fictor

    Arte/Metrópoles
    cvsp (2)

    A rede de laranjas do núcleo paulista do Comando Vermelho (CV), que teria sido usada pela cúpula do grupo Fictor para lavar dinheiro, contava com aproximadamente 100 empresas de fachada e tinha o apoio de gerentes bancários envolvidos no esquema. A rede era comandada por Thiago Branco de Azevedo, conhecido como Ralado, um dos principais alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (25/3). Os agentes federais não conseguiram prendê-lo. A suspeita é de que ele esteja no Rio de Janeiro.

    A atividade criminosa de Ralado foi descoberta pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 2024, em uma operação contra o Bando do Magrelo, gangue que rivalizava com o Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de Rio Claro, interior de São Paulo.

    De acordo com as investigações, ele usava documentos falsos para criar empresas de fachada em nome de desconhecidos e obter empréstimos bancários que nunca eram pagos. A rede de empresas era utilizada pelo Bando do Magrelo para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

    Meses depois, o MPSP apontou que o Comando Vermelho (CV) teria se associado ao Bando do Magrelo, fornecendo armamentos e apoio logístico. Com a prisão de Anderson Ricardo de Menezes, o Magrelo, líder da gangue, a própria facção carioca teria assumido o controle da região, sob o comando de Leonardo Felipe Calixto.

    De acordo com as investigações da PF, o esquema criminoso de Ralado teria cooptado gerentes bancários, que receberiam propina de até R$ 30 mil para colaborar com as operações suspeitas. Alguns deles foram presos na operação desta quarta-feira (25/3).

    Operação Fallax

    São cumpridos, ao todo, 43 mandados de busca e apreensão e outros 21 de prisão preventiva – 13 pessoas haviam sido presas até a manhã desta quarta. Também foi determinado o bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões.

    Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

    A operação ocorre simultaneamente em três estados com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal e crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

    As fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões.

    O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.

    De acordo com as apurações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos, dificultando o rastreamento.