Variando de região para região, o salário-comércio nunca foi seriamente debatido por aqui. Já houve um tempo, em grandes centros, que a diferença deste salário para o mínimo era grande. No Acre, na maior parte do comércio varejista, o mínimo é o máximo. E pronto! Iapen/Sena Em Sena Madureira, investimentos de R$ 1,5 milhão no […]
Autor: jonysdavid2017@gmail.com
-

Salário-comércio
-

Carnaval do DF vira disputa de edital e blocos históricos ficam fora
Matheus Veloso/Metrópoles @mvelosofoto
A divulgação do resultado definitivo dos blocos habilitados para o Carnaval do Distrito Federal em 2026 reacendeu um debate antigo na cena carnavalesca local. De um lado, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF defende um modelo competitivo, baseado em critérios técnicos e pontuação objetiva. Do outro, blocos tradicionais e periféricos que ficaram de fora questionam a transparência do processo e o impacto da burocracia sobre uma festa historicamente construída na rua.
Blocos tradicionais, como Menino de Ceilândia, Suvaquinho da Asa, Tesourinha e Divinas Tetas, não irão sair no Folia DF 2026 e reclamam da falta de transparência nos critérios adotados pelo edital do governo.
O Bloco Menino de Ceilândia participa dos editais da cultura há décadas e nunca havia sido desclassificado. Segundo o coordenador Ailton Velez, a notícia chegou de forma seca, por meio da publicação oficial do resultado. “Foi essa divulgação que a gente recebeu, com muito desalento”, afirmou.
Ailton destaca que a exclusão ocorreu por uma diferença mínima de pontuação, de apenas 0,2 ponto, e critica a falta de clareza na avaliação técnica. Ele relata que a ficha devolvida pela secretaria aponta itens como “insuficientes” mas sem detalhar o motivo da perda de nota. “Eles dizem que foi insuficiente, mas não explicam o que estava errado. Assim fica impossível entender onde a pontuação caiu”, disse.
O bloco entrou com recurso, mas não obteve retorno efetivo. Ailton afirma que nenhum recurso apresentado pelos blocos não classificados alterou o resultado final. “Não teve resposta, não teve justificativa. A impressão que fica é que nem olharam os recursos”, declarou. Segundo ele, a etapa recursal, que seria a última instância de diálogo, termina sem explicações públicas.
O impacto da exclusão vai além da programação do Carnaval. Ailton avalia que a decisão frustra trabalhadores da cultura e o público da Ceilândia, que já esperava o desfile. Ele também critica o que chama de valorização de uma cultura mais globalizada em detrimento de manifestações tradicionais. “Frevo, samba, maracatu e outros ritmos brasileiros acabam ficando em segundo plano”, afirmou.
Situação semelhante foi vivida pelo Suvaquinho da Asa, bloco infantil ligado ao tradicional Suvaco da Asa e com mais de uma década de atuação. O presidente Pablo Feitosa diz que a reação inicial foi de incredulidade. “Vimos passar blocos que são festivais privados e outros que surgiram de uma hora para outra, enquanto blocos com 10, 20 e 30 anos ficaram de fora”, disse.
Segundo Pablo, desde a adoção do modelo de editais, o Suvaquinho sempre foi contemplado por cumprir critérios como tempo de existência, matriz carnavalesca e acessibilidade. Em 2026, embora utilizando o mesmo edital do ano anterior, a pontuação caiu sem explicação clara. “Trabalhamos com o frevo, patrimônio imaterial da humanidade e com acessibilidade desde a criação. Não sabemos onde perdemos pontos”, afirmou.
Resistência
Apesar de não receberem o apoio financeiro do governo do Distrito Federal, alguns blocos vão sair, mas com estrutura reduzida.
O presidente do Suvaquinho conta que o bloco vai sair no dia 7 de fevereiro, às 10 horas, no estacionamento entre a Funarte e Torre de TV, mas relata o cancelamento de oficinas, brinquedos, atividades artísticas e atrações voltadas às crianças, todas gratuitas. “Não conseguimos entregar o conforto, a segurança e a parte artística que sempre fizeram parte do bloco”, disse.
O Menino de Ceilândia também vai sair no dia 15, mas com um trajeto menor e sem grande estrutura: “A gente vai fazer um pequeno trajeto, sem estrutura, sem banheiro químico, sem tenda, sem proteção nenhuma. Será um percurso curto pelas ruas de Ceilândia, só para registrar a nossa passagem no Carnaval de 2026, diante dessa decisão da Secretaria de nos deixar fora da classificação, apesar de todo o trabalho que a gente vem realizando há muito tempo”.
Divinas Tetas fora da Folia
A crítica à burocratização do Carnaval também apareceu na decisão do Bloco das Divinas Tetas de não desfilar em 2026. Em nota, o coletivo anunciou um “carnaval sabático” e classificou a pausa como um gesto político.
O texto aponta um modelo de política cultural considerado “burocrático, opaco e distante do diálogo com os blocos”, além de contrário aos princípios que moldaram o Carnaval de rua do DF.
“Acreditamos que o carnaval deve ser organizado de acordo com a vontade coletiva de ocupar as ruas com alegria, música, arte e liberdade. É assim que a gente pretende seguir: com coerência, transparência, respeito e carinho à nossa trajetória e também à história do Carnaval do DF”, diz o bloco.
O outro lado
Do lado do governo, o secretário de Cultura do DF, Claudio Abrantes, afirma que os critérios do edital são objetivos e conhecidos previamente. Segundo ele, itens como proposta artística, data, horário e organização pesam diretamente na pontuação. “Não existe vaga cativa. Trata-se de uma competição”, declarou.
Abrantes reconhece que blocos consolidados ficaram de fora, mas destaca que o recurso é limitado e que o número de vagas e o valor do incentivo vêm crescendo desde 2023.
Para o secretário, a disputa é saudável e reflete o surgimento de novos blocos já bem estruturados. Ele também afirma que não há mecanismos de proteção para blocos tradicionais. “A competição pública não pode ter reserva de mercado”, disse.
O secretário também deixa claro que apesar de fora da contemplação do edital, incentiva que os blocos saiam às ruas.
“É uma forma de melhorar o portfólio. Isso movimenta o Carnaval, aumenta a oferta para a população, além de fomentar a economia criativa e empregos diretos e indiretos”, completa.
-

Supercopa: quem leva vantagem em decisões, Flamengo ou Corinthians?
Flamengo e Corinthians decidem a Supercopa do Brasil neste domingo (1º/2); veja estatísticas para apostar com inteligência na grande final
-

Estrangeiros fraudavam dados para receber benefícios no Brasil
Divulgação/PF
A Polícia Federal (PF) prendeu dois estrangeiros em Ponta Porã (MS), acusados de fraudar documentos e prestar informações falsas para ter acesso a benefícios sociais concedidos pelo governo brasileiro.
De acordo com a PF, as inconsistências foram percebidas durante as entrevistas com os dois acusados e na análise da documentação.
A primeira prisão aconteceu na semana passada, e o suspeito não teve a nacionalidade revelada pela PF. Na segunda prisão, um paraguaio foi detido ao tentar renovar seu Registro Nacional Migratório (CRNM).
À PF, o homem de origem paraguaia admitiu ter usado o endereço de uma terceira pessoa, mediante pagamento, para renovar o registro migratório. O acusado explicou que pretendia continuar tendo acesso a benefícios assistenciais, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS).
O outro suspeito detido também confirmou ter usado endereço diferente do verdadeiro para evitar o cancelamento de auxílios sociais, tendo repetido o mesmo procedimento em outros órgãos públicos.
-

O relato de Tarcísio sobre a situação de Bolsonaro na Papudinha
HUGO BARRETO / METRÓPOLES
Após a visita ao ex-presidente na prisão, na quinta-feira (29/1), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez um relato positivo a aliados sobre a situação de Jair Bolsonaro na Papudinha.
A interlocutores, Tarcísio afirmou que Bolsonaro estava com aparecência boa. O governador também relatou que o ex-presidente tem sido “bem tratado” no local. “Há muito respeito por ele”, disse Tarcísio a aliados.
Apesar do relato, o governador segue defendendo que Bolsonaro vá para a prisão domiciliar. O motivo seria a medicação que o ex-presidente toma para soluço, que provoca perda de equilíbrio.
Tarcísio esteve com Bolsonaro na quinta-feira por duas horas. A visita começou às 11h e terminou às 13h. O comando da Papudinha, como noticiou a coluna, fez uma deferência ao governador paulista no local.
PM relata rotina de Bolsonaro
Conforme noticiou o Metrópoles na coluna Manoela Alcântara, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) enviou ao ministro do STF Alexandre de Moraes um relato sobre a rotina de Bolsonaro na Papudinha.
A polícia informou que, nos últimos 15 dias, o ex-presidente caminhou por cerca de cinco horas e sete minutos. Além disso, fez fisioterapia, teve atendimento médico e recebeu visitas.
Segundo a PM, os atendimentos realizados por profissionais da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) consistiram, em sua maioria, em avaliações clinicas de rotina.
-

"Vou morrer, Deus": mulher confundida com ladra foi baleada já no chão. Veja vídeo
Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)
Veja a cronologia dos fatos
“Vou morrer, Deus, e agora?!”
A revogação da prisão e a correção do erro policial não repararam por completo os danos causados na vida de Cléia da Silva e Thiago Soares. Abalado e ainda em recuperação dos tiros que levou no braço direito, Thiago informou aos seus advogados que, por enquanto, prefere não dar entrevistas. Já Cléia aceitou relatar ao Metrópoles as impressões daquela noite de 4 de janeiro e do tormento vivido até hoje.
Como mencionado anteriormente, Cléia e Thiago são amigos de longa data, mas não se viam há muito tempo. “A gente se conhece há mais de 20 anos e, por coincidência, fui a uma festa em Ceilândia no domingo, dia 4, e encontrei com ele lá. É um ficante, um namoradinho”, comenta a mulher.
“A gente se reencontrou, e aí foi aquela felicidade de ter visto um ao outro, né?! Pensamos: ‘Vamos sair, vamos curtir juntos, conversar, trocar uma ideia, dar uma paquerada’…”, contextualiza Cléia.
O casal, então, saiu de Ceilândia rumo a Samambaia. “Paramos [na esquina da padaria Fornalha] para pegar uma informação, e aí eu estou até agora sem entender o que aconteceu. Do nada, eu levei o primeiro tiro nas costas”, relembra.
“Eu estava de capacete, não estava com nada na mão… e quando eu caí no chão, ainda levei mais dois tiros.Fiquei sem entender o que aconteceu. Não ofereci resistência. Quando eu vi, já estava caída e ensanguentada.”
A vítima confirma que pediu a informação ao militar que atirou nela instantes depois. “Só sei que eu pedi uma informação e, de repente, já estava no chão”.
“Não morreu porque Deus não permitiu”
Cléia foi atingida no glúteo e nas costas — esse último tiro atravessou órgãos e saiu pela axila. Segundo a vendedora, uma das balas ainda está alojada no reto.
“Eu tive hemorragia interna, precisei tomar duas bolsas de sangue, estou com bolsa de colostomia… a minha vida mudou totalmente”, lamenta. “Eu não durmo, eu não quero sair na rua por conta trauma. Por que que aconteceu aquilo comigo?! Não entendo.”
“Eu vivo com medo, chorando… Semana passada eu voltei ao médico, e ele disse: ‘Cléia, você só não morreu porque Deus não permitiu’.”
A mulher, que trabalhava como vendedora autônoma antes de ter a vida revirada, não entende por que foi confundida como assaltante por tantas autoridades envolvidas em diferentes momentos. “A gente foi tratado como bandido. Meus filhos ficaram sem saber o que aconteceu, porque eu fui tachada de bandida, de ‘peba’. Isso chocou minha família”, relata.
Cléia é mãe de de três filhos, de 18, 13 e 9 anos. “A mãe deles foi baleada sem ter feito nada. Tenho que dar uma explicação para todos eles”.
Leito de morte e cadeia
A vendedora resume toda a situação vivida em uma frase: “Leito de morte e cadeia”. Cléia nunca havia experienciado o encarceramento e, de repente, após passar dias internada no Hospital de Base se recuperando de uma cirurgia, teve que enfrentar a Penitenciária Feminina do DF (PFDF), a Colmeia.
“Quando eu desci da sala de cirurgia, já colocaram algema na minha mão e me levaram a uma cela, ainda no Hospital de Base. Dois dias depois, me entregaram um uniforme de carcerária e me disseram que eu desceria para a Colmeia. Como assim?!”, questionou-se à época.
Cléia não consegue compreender por que os militares da reserva pensaram que ela e Thiago fossem assaltantes. “Qual foi o motivo que eles fizeram isso? Não sei. É isso que eu estou me perguntando e fazendo a mesma pergunta para eles [os militares que tentaram impedir o assalto]”.
“Eu não merecia isso. Eu quero viver… eu quase morri. E agora, como é que vai ser daqui para frente? Eu não estou pensando em indenização, estou preocupada com a minha saúde. Eu preciso viver”, encerra.
“Indícios fortes de crimes”, diz advogado
Cléia Maria é assistida pelos advogados Amália Correia e Issa Victor W. Nana. A defesa, no momento, aguarda novas ações a serem tomadas por parte da Polícia Civil e do Ministério Público (MPDFT) sobre o caso no sentido de responsabilizar os militares que atiraram nas vítimas.
“Até o presente momento, as únicas denúncias são contra o autor do assalto [Paulo Henrique de Almeida]. Não se deu sequência à outra ação, referente aos tiros que foram disparados contra nossa cliente e o namorado dela”, explica Issa Victor Nana.
O advogado assegura que, caso o processo seja arquivado, buscará reabertura. “Havendo o arquivamento, nós vamos entrar no circuito, até porque há indícios fortes de crimes aqui e isso precisa ser investigado”, declara. “Entendemos que há, sim, no âmbito cível e criminal, uma responsabilização grande que há de ser apurada”, conclui.
Outro lado
O Metrópoles tenta localizar as defesas de Zedequias Augusto Nunes, 56, suboficial da reserva da Marinha do Brasil, e Haroldo Noleto, 52, primeiro-sargento da reserva do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF). A reportagem também tentou contato direto com os envolvidos, sem sucesso. O espaço está aberto para manifestações.
-

IA na Segurança Pública aumentou solução de crimes em 80% no Entorno
Divulgação/Governo de Goiás
O Governo de Goiás implantou, oficialmente, a Inteligência Artificial (IA) no trabalho das forças policiais. O sistema estava em fase de testes havia seis meses e o projeto piloto ocorreu em Luziânia e Novo Gama, cidades do Entorno do Distrito Federal.
De acordo com o governo, o novo sistema, chamado de “IA Contra o Crime”, também passou a atuar em outros nove municípios da região, resultando no aumento de 80% na solução de crimes.
.
Durante o lançamento oficial do sistema, que ocorreu nesta semana, o governador Ronaldo Caiado lembrou que o crime evoluiu e ficou sofisticado. “Mas nós, em Goiás, estamos à frente disso”, ressaltou.
O vice-governador, Daniel Vilela, disse que a intenção, agora, é atender a capital do estado, Goiânia, e Aparecida. “Depois disso, pretendemos concluir, até o fim de fevereiro, toda a Região Metropolitana e vamos avançar para outras regiões até abril”, projetou.
Como será a nova ferramenta:
Vilela pontuou que a ideia é formar um “cinturão digital” em Goiás, com câmeras e inteligência artificial conectadas em rede.
“Queremos identificar movimentos fora do padrão, localizar veículos e suspeitos e orientar as equipes em tempo real. Vamos fechar rotas usadas pelo crime, especialmente nas divisas e áreas de maior circulação”, detalhou.
-

Tropa do Urso: polícia do Rio investiga baile funk do CV no Roblox. Veja vídeo
Arte/Metrópoles
A plataforma de jogos on-line Roblox virou alvo de investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) após a descoberta de que o ambiente virtual estaria sendo usado para simular bailes funk regados a drogas, em cenários que imitam comunidades fluminenses dominadas pelo Comando Vermelho (CV).
Vídeos que circulam na internet, feitos por meio de gravações de tela, mostram a dinâmica dentro desses espaços. Nos registros, é possível ver personagens, controlados pelos jogadores, usando entorpecentes e empunhando fuzis.
Eles usam cordões de ouro, escondem os rostos com máscaras, e há aqueles que aparecem paramentados, inclusive, com fardas camufladas comumente usadas por integrantes do CV em ataques criminosos.
Em determinado momento dos vídeos, é possível ver, inclusive, um cartaz de procurado, semelhante aos elaborados pelo Disque-Denúncia, colado em uma parede do cenário do jogo. Nos muros dos edifícios também há pichações com a marca CV.
A Polícia Civil informou que um procedimento foi instaurado na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Diligências estão em andamento para apurar os fatos.
À coluna, a Roblox afirmou que proíbe conteúdos que retratem ou promovam atividades ilegais. “Onde encontramos evidências de conteúdo que viole nossas políticas, tomamos medidas para proteger nossa comunidade.”
Danos mentais
À coluna, a psicóloga Laina Amorim, do Hospital Mantevida, ressaltou que o grande perigo não é apenas o ato violento isolado, mas a forma como esse tipo de conteúdo molda a estrutura mental de crianças e adolescentes. “De tanto ver o crime de forma ‘estilizada’, o cérebro do jovem sofre uma espécie de anestesia emocional”, afirmou.
Segundo ela, o adolescente pode confundir o poder do criminoso com sucesso, passando a admirar o infrator como um modelo de autonomia e força. “O risco é que, na vida real, esse jovem perca a capacidade de negociar ou dialogar, recorrendo à agressividade sempre que se sentir frustrado.”
A simulação de bailes funk ligados a facções ou ao tráfico pode naturalizar a criminalidade na percepção infantil. A especialista explicou que crianças aprendem sobre o mundo observando e imitando comportamentos.
“Quando o crime é misturado com lazer, música e pertencimento social, o cérebro cria uma conexão positiva com o que deveria ser um sinal de perigo ou ilegalidade. A criminalidade deixa de ser algo errado para se tornar algo natural e cultural dentro daquele grupo”, alertou.
A psicóloga aconselha os pais a se atentarem a mudanças no comportamento dos filhos, como aumento de agressividade e irritabilidade, isolamento social ou alterações de humor, além de interesse excessivo por temas violentos ou criminosos.
“Proibir pode até funcionar no curto prazo, mas, geralmente, não é a solução mais eficaz. Muitas vezes, isso pode aumentar o interesse da criança ou do adolescente pelo conteúdo proibido. O diálogo é mais indicado: conversar sobre os riscos, contextualizar o conteúdo e estimular o pensamento crítico.”
A Roblox afirmou que utiliza uma combinação de IA e uma equipe de especialistas em moderação para revisar o conteúdo de jogos e experiências antes que sejam publicados na plataforma.
“A Roblox também fornece ferramentas de denúncia fáceis de usar para que os usuários possam reportar conteúdos que possam violar nossas regras, e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades policiais brasileiras para apoiar suas investigações.”
-

Choro e apatia: como estão as técnicas de enfermagem presas por mortes
Material cedido ao Metrópoles
As técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, suspeitas de auxiliarem na morte matarem três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), estão presas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, há quase duas semanas.
As técnicas foram transferidas nos dias 12 e 15 de janeiro, porque no Departamento da Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil (PCDF) não há cela feminina de longa estadia, segundo o delegado Maurício Iacozzilli.
As duas profissionais de saúde estão tendo acompanhamento psicológico e já tiveram ao menos duas consultas com uma profissional da área.
O Metrópoles apurou que Amanda e Marcela apresentaram comportamentos distintos ao chegarem à prisão.
Desde o primeiro dia na Colmeia, Amanda Rodrigues está bastante abalada e chorou muito dizendo que não iria aguentar, mas teria apresentado comportamento tranquilo nos dias posteriores.
Já Marcela Camilly, que aparece nas imagens investigadas pela polícia manuseando o medicamento que teria matado as vítimas, está quieta e não demonstrou nenhum sentimento anormal.
Algo em comum entre ambas é o fato das duas negarem 100% qualquer participação no crime e acreditam que elas vão embora a qualquer momento.
Apesar de estarem na mesma penitenciária, Amanda e Marcela estão separadas por determinação judicial e não podem ter nenhum tipo de contato dentro da Colmeia. Segundo profissionais que trabalharam no presídio feminino, as técnicas de enfermagem não fazem nenhum tipo de exigência e nenhum pedido fora do comum.
Apesar da transferência a uma unidade penitenciária, o delegado Maurício Iacozilli esclareceu que elas ainda permanecem em prisão temporária. Contudo, a cautelar ainda pode ser prorrogada ou transformada em preventiva conforme a conclusão do inquérito.
Entenda o caso
Suspeitos
Os técnicos suspeitos dos crimes são Marcos Vinícius Silva Barbosa, 24 anos, tido como mentor; Amanda Rodrigues de Sousa, 28; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22.
Imagens obtidas em primeira mão pelo Metrópoles mostram Marcos e Marcela atuando na Unidade de Terapia Intensiva, manipulando e aplicando medicamentos.
Os pacientes que morreram após a ação dos técnicos são João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75.

Vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta Outro lado
As defesas de Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos, foram acionadas para se pronunciar, mas não retornaram ao contato até a atualização mais recente da matéria.
Na semana passada, o advogado Liomar Torres, que faz a defesa da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, presa por suspeita de matar pacientes, disse que Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, tentou assassiná-la enquanto ela se recuperava de uma cirurgia bariátrica no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). A defesa da técnica presa também afirma que ela não participou, nem tinha conhecimento dos crimes e que não estaria trabalhando no dia da morte do carteiro Marcos Moreira, de 33 anos.
No último domingo (25/1), o Escritório Luís Alexandre Rassi e a advogada Viviane Ferreira Silva Oliveira afirmam que tem convicção na inocência de Marcela Camilly, de 22 anos. “Naturalmente, diante de uma imagem gravada, é correto afirmar ter visto um técnico de enfermagem aplicar uma injeção; há, porém, um longo caminho até concluir que ela anuiu, participou ou permitiu a morte daquelas pessoas”. A defesa da técnica lamentou também a morte das vítimas e diz que confiam que “a verdade e dignidade serão estabelecidas”.
O trio poderá ser indiciado homicídios dolosos qualificados por meio insidioso e por impossibilidade de defesa das vítimas, visto que as vítimas receberam a substância sem consentimento enquanto estavam inconscientes e intubadas na UTI. A pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão por cada morte de paciente.
Marcos
-

Alvo da PF, Tanure atrasa salários e oferece ações a funcionários
Reprodução/Linkedin
O grupo Alliança Saúde e Participações, controlado pelo empresário Nelson Tanure(foto em destaque), tem atrasado o pagamento de salário de médicos que atuam nos principais laboratórios da rede desde dezembro passado.
Em relação ao CDB, o pagamento que deveria ter sido realizado em 20 de janeiro foi feito dez dias depois. Já os médicos do Delfim deveriam ter sido pagos em 8 de janeiro, mas receberam os vencimentos 12 dias depois. No caso do laboratório Cura, os pagamentos previstos para ocorrer na última quarta-feira (28/1) foram reprogramados para o dia 10 de fevereiro.
Em nota, a Alliança afirmou que realizou, no início do ano, um “ajuste pontual nos calendários de pagamento de prestadores médicos, com o objetivo de padronizar datas entre as empresas do grupo”. “O processo foi comunicado aos prestadores e não caracteriza inadimplência nem descumprimento contratual”, disse a empresa.
Quem é Nelson Tanure
Conhecido como “devorador de empresas” devido à sua atuação em companhias à beira do colapso financeiro, o empresário Nelson Tanure, controlador do grupo Alliança desde 2022, foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 14 de janeiro e que mirou o banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, e familiares dele.
O empresário é investigado por suposto envolvimento em uma rede de fundos e operações financeiras associadas à instituição. Na ação, Tanure teve o seu celular apreendido.
A defesa do investidor nega as acusações e afirma que ele não possui vínculo societário com o Master, com o qual manteve uma relação apenas de cliente. Diz também que o empresário “tem décadas de experiência no mercado de valores mobiliários” e que “jamais enfrentou qualquer processo criminal” relacionado à sua atuação empresarial.
Oferta de ações
Em meio às investigações que colocaram Tanure em evidência, a Alliança comunicou no último dia 15/1 que prorrogou o prazo do processo para que os acionistas manifestem interesse em exercer o direito de preferência para comprar ações da empresa, no âmbito de um processo de expansão de capital do grupo, colocado em prática no final do ano passado.
A Alliança tenta se recuperar por meio de uma capitalização de cerca de R$ 797 milhões, com o objetivo de fortalecer sua estrutura financeira. No mercado de ações, prorrogações desse tipo são sinais de que há pouco interesse por novos aportes. Em dezembro, a empresa passou a oferecer ações com descontos para os funcionários, inclusive para aqueles com salários atrasados.
O aumento de capital permite a emissão de novas ações destinadas, além de acionistas, a funcionários, médicos e colaboradores, que podem participar da operação adquirindo ações pelo preço de R$ 5,60 cada. A participação dos funcionários ocorre, principalmente, por meio da cessão de direitos de subscrição feita pelos acionistas controladores, que desta forma podem direcionar parte das ações ao “público interno”.
Como forma de incentivo à compra dos papéis, cada ação adquirida dará direito ao funcionário comprar uma nova ação no futuro por um valor menor, estimado em R$ 4,88, ou seja, 13% de desconto.
“Em relação ao aumento de capital, trata-se de operação regularmente divulgada ao mercado, que prevê, de forma facultativa e nos termos legais, a possibilidade de conversão de créditos em ações. Essa alternativa é opcional e não substitui obrigações de pagamento, nem guarda relação com ajustes operacionais de calendário. A companhia segue operando normalmente e permanece à disposição para esclarecimentos”, informou a Alliança.